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 EM
CARTAZ
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26/06/2002
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| Spirit:
logotipo vivo de liberdade, com mensagem para encantar crianças
e adultos |
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Spirit o corcel indomável (cartaz nacional
na sexta-feira 5) Após passear pela história
em O príncipe do Egito e Caminho para Eldorado,
a DreamWorks em seu terceiro desenho animado sem bonecos ou seres
digitais chega ao Velho Oeste americano trazendo logotipos vivos
da liberdade. Spirit é um cavalo selvagem dublado
por Matt Damon no original e por Marco Luiz Jardim Costa na versão
em português que se vê acossado ora pela cavalaria,
ora pelos índios. Sua meta é raptar uma égua
malhada pertencente ao índio Pequeno Rio e depois trotar
livre e feliz. Nesta história, Spirit é o narrador.
A mensagem é de insubmissão na linha de Shrek,
do mesmo estúdio , pensada para o público infanto-juvenil,
mas inteligente a ponto de encantar adultos. Duro é aguentar
as canções de Bryan Adams no original, reinterpretadas
em português por Paulo Ricardo. (L.C.) Não perca
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| Mariano:
roupagem moderna aos clássicos da MPB |
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Intuição, com Pedro Mariano (Trama)
Adepto da linha tecno retrô, que veste de modernidade
clássicos da MPB, o cantor e baterista mantém a
fórmula neste terceiro trabalho, o segundo dividido com
o pai, César Camargo Mariano, pioneiro e sobrevivente do
samba sintetizado. Seus arranjos vocais e instrumentais funcionam
como moldura ideal para a voz de Mariano, de uma precisão
cirúrgica em termos de afinação e bossa,
mas anasalada e cheia de maneirismos, a exemplo dos cantores brasileiros
de soul music dos anos 70. Assim, sucessos como De repente
(Lulu Santos), Preciso dizer que te amo (Cazuza, Dé
e Bebel Gilberto) e Você vai ver (Tom Jobim)
em vocais divididos com Zélia Duncan soam tão
novos quanto as recentes Intuição (Otavio
de Moraes e Daniella Monaco) e O amor se acaba (Jair Oliveira).
Confiante, Pedro Mariano também encarou com sucesso 20
anos blues (Sueli Costa e Victor Martins), do repertório
de sua mãe, Elis Regina. A música pertence ao disco
Elis, de 1972, que, entre outras, trazia Águas de março,
Cais, Bala com bala, Casa no campo e Atrás da porta.
Hoje, o álbum parece uma coletânea, mas é
apenas o produto de um período infinitamente mais fértil
da MPB. (L.C.)
Ouça sem parar
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Janela
da alma (em cartaz em São Paulo; e no Rio de Janeiro,
na sexta-feira 5) A partir de entrevistas com 19 pessoas
de diferentes graus de deficiência visual, o cineasta João
Jardim e o diretor de fotografia Walter Carvalho, ambos míopes,
realizaram um ótimo documentário sobre como o olhar
age na subjetividade. Entre as inúmeras passagens memoráveis,
reunindo depoimentos do cineasta Wim Wenders, do escritor José
Saramago e do músico Hermeto Pascoal, entre outros, a dupla
ressalta aquela na qual a diretora belga Agnès Varda narra
a experiência de filmar seu marido, o também diretor
Jacques Demy, já falecido, experimentando lentamente um suéter
novo. Em seguida, as imagens são mostradas e a recordação
de Agnès não apenas vem ilustrada como amplificada
em sentido e emoção. (I.C.)
Não perca
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