Veja também outros sites:
Clique para vê-la ampliada
EDIÇÃO Nº 1706
 Capa
 Índice
 ISTOÉ São Paulo
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 A Semana
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Editorial
 Entrevista
 Esportes
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 Seções
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias
 
 ARTES & ESPETÁCULOS 07/06/2002
Livros

Sem perdão
Reparação examina os mecanismos da culpa

Eliane Lobato

Basso Cannarsa/Divulgação  
McEwan: trama complexa que se desvia
do seu objeto

Que o inglês Ian McEwan, 54 anos, é um dos mais importantes autores contemporâneos, não se discute. Mas seu mais recente livro, Reparação (Companhia das Letras, 444 págs., R$ 36), não é o mais arrebatador de seus trabalhos, embora a crítica o tenha considerado, de modo geral, uma obra-prima. McEwan, um mestre na arte de causar tensão para depois expiar culpas, desta vez faz uma exegese filosófica mais longa, com espaço para respiração, pressentimentos e até libertação. De jeito nenhum é prejuízo ao seu inegável talento de contador de história. Apenas não é sua melhor forma de investigação. Reparação propõe várias possibilidades de aprofundamento nos mistérios humanos e de elasticidade na compreensão do que seja culpa, perdão, remorso, verdade, amor. No entanto, o objeto da tensão, o abuso sexual, acaba imprensado entre um início excessivamente detalhista e um forte pano de fundo.

A história fala de Briony, uma pré-adolescente que desgraçadamente ganha da vida oportunidade para exercitar sua crueldade. E Briony não decepciona. É a única pessoa que viu a sombra do estuprador de sua prima de 15 anos e decide acusar um inocente pelo crime. Abruptamente introduzida “na arena adulta de emoções e dissimulações”, Briony não sabe medir as consequências de seu ato. Mas terá o resto da vida para se dar conta do que fez. Atos inconcebíveis e perdão são temas já esmiuçados em outros livros de Ian McEwan. Sua vantagem é deixar o leitor completamente indefeso diante de suas complexas e ambiciosas tramas. Artifício que o faz ser lido e degustado.


Por Maurício Bernis
Dados Mágicos
Oráculo Celta
das árvores
Mico da Sorte
Altar virtual
ENQUETES
O filho de Cássia Eller deve ficar, definitivamente, com Eugênia?
Quem oferece mais riscos de mudanças (para pior, é claro) nos fundamentos da
FÓRUNS
MISÉRIA: O economista Cristovam Buarque disse que dá para acabar com a pobreza com cerca de R$ 40 bi por ano durante uma década. Você acha é possível? Por quê?
EDUCAÇÃO: Por lei uma escola pública não pode rejeitar alunos deficientes. Mas, ao mesmo tempo, elas não estão preparadas para educá-las. Há saída para este impasse?
VIOLÊNCIA: A cidade do Rio de Janeiro entrou para a história ao ver surgir um manual de sobrevivência na selva do crime organizado. O que você acha disso?
COMENTE
CAPA: Garanta seus movimentos na velhice
PREVI: Entra PF, sai Tarquínio
WTC: CIA e FBI na mira
     
 
 
| DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ISTOÉ DIGITAL| EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 1996/2002 Editora Três