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 EM
CARTAZ
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17/05/2002
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Esfera
negra y roja: fios de náilon pintados para dar uma ilusão
de ótica |
Jesús Soto (Dan Galeria, São Paulo)
Considerado um dos mestres da arte cinética modalidade
abstrata que busca captar o movimento através de efeitos
óticos , o venezuelano Jesús Rafael Soto, 79
anos e mais de 50 de carreira, reúne nesta mostra 36 trabalhos
que dão um belo panorama da sua obra. O grande destaque é
a instalação Esfera negra y roja, de 2000,
feita de finíssimos fios de náilon, rigorosamente
pintados de preto e vermelho para dar a impressão de que
se está diante de duas imensas bolas coloridas. O mesmo efeito
é alcançado na série de telas de fundos listrados
sobre os quais pendem finas estruturas de arame pintado. Outro segmento
traz quadros que avançam tridimensionalmente por meio de
quadrados coloridos parecendo flutuar sobre o fundo preto. São
trabalhos da década de 50 até os dias de hoje, que
exibem o refinamento de um artista que encanta pelo total domínio
de sua técnica. (Ivan Claudio)
Não perca
Leia o trecho do livro:
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O suor e a lágrima (Dimensão, 166 págs.,
R$ 17,60) Craque na arte de recontar o cotidiano, o jornalista
e escritor Carlos Heitor Cony apresenta uma deliciosa seleção
de 61 crônicas com ingredientes para agradar ao leitor de
qualquer idade. Começa com o autor instalado numa cadeira
alta, no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, acompanhando
os movimentos do engraxate que inspira o título da coletânea.
Repetidas vezes, o homem gordo leva à testa molhada pelo
calor a flanela com a qual lustra os sapatos, conquistando com seu
suor um brilho que o calçado de cromo italiano jamais conhecera.
Daí para a frente, Cony consegue dar uma nova dimensão
aos fatos mais corriqueiros, vividos desde a infância, até
encerrar com uma crônica sobre uma fatídica partida
de futebol no Maracanã. (L.V.)
Leia sem parar
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Carolina:
estréia com monólogo |
Selvagem
como o vento (Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro)
Com uma carreira desenvolvida quase exclusivamente na televisão,
a atriz global Carolina Ferraz faz sua estréia nos palcos
expondo-se de cara num monólogo. Sua atitude também
não poderia deixar de ser mais corajosa ao escolher a ousada
Denise Stoklos para dirigi-la. É na solidão interpretativa
que Carolina fala da dor da separação, um tema antigo,
bastante visitado por autores teatrais, mas que encontra novidade
na tentativa de Denise em trazer exercícios e técnicas
do que ela chama de Teatro Essencial. (L.M.)
Vale a pena
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