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Pirataria
Excelente a matéria sobre pirataria. A revista
ISTOÉ tem tido um papel de suma importância na discussão
de temas absolutamente fundamentais, que muitas vezes são
desconhecidos do grande público. São assuntos que
abordam problemas que ferem a dignidade e a cultura de um povo.
Com a pirataria todos perdem: o consumidor, que muitas vezes pensa
em estar adquirindo um produto autêntico; o governo, em razão
da evasão fiscal; a indústria, que deixa de empregar;
e o dono da marca, que deixa de vender e vê a integridade
de sua marca totalmente comprometida. Pirataria é uma questão
cultural. Só existe o pirata porque existem pessoas e empresas
que compram produtos piratas e dessa forma alimentam a cadeia da
falsificação. É a sensação de
estar levando vantagem em tudo. No momento em que o
governo brasileiro, muito apropriadamente, reclama perante a Comunidade
Internacional mecanismos de proteção a determinados
setores da economia, praticamente ignora a indústria da pirataria
no Brasil. Pirataria S/A (ISTOÉ 1699).
Paulo Roberto Ferreira
Diretor-geral
São Paulo SP
Não fugindo
à regra da cobertura da imprensa brasileira sobre a pirataria,
a angulação do fato escolhida pela ISTOÉ
foi a de enfatizar o prejuízo das gravadoras multinacionais
e do governo na arrecadação de receita sobre a movimentação
das mercadorias. Em relação à dificuldade no
acesso da maioria da população brasileira aos CDs
vendidos oficialmente, essa questão não mereceu atenção
similar na cobertura jornalística. Enquanto numa discoteca
o CD custa em média R$ 25, no mercado ambulante o mesmo produto
vale R$ 5. Ou seja, com R$ 25 o consumidor pode adquirir cinco CDs.
Então, por que as gravadoras e as revendedoras oficiais de
CD não se esforçam para garantir um preço acessível?
Marcos Fabrício Lopes da Silva
Brasília DF
Concordo que
a pirataria é prejudicial em todos os sentidos, e deve ser
punida com rigor. Mas destruir calçados, roupas e brinquedos,
tendo 50 milhões de necessitados, não deve ser motivo
para entrar no Livro dos recordes, e, sim, no Livro das vergonhas.
Rodrigo S. Santos
Ubaitaba BA
A pirataria no
Brasil realmente é assustadora. Mas tem algo que incentiva
muito isso: a renda do brasileiro. Um CD a R$ 20, um brinquedo a
R$ 50, um tênis a R$ 100 no mínimo, fora outros produtos
em um país onde o salário mínimo é de
R$ 200. Espera-se o quê? Um pai de família que ganha
salário mínimo ou um pouco mais para ver um sorriso
no rosto dos filhos compra um brinquedo na barraca do camelô
e não vai se preocupar de onde veio o produto e para onde
vai o dinheiro da compra dele. Vai se importar é com a felicidade
de seus filhos. Portanto, deve-se combater a causa para não
se chegar à consequência, como ocorre hoje em dia.
Enquanto houver desigualdade social em nosso país haverá
incentivo a todo tipo de criminalidade, desde sequestro relâmpago
até pirataria.
Rogério Bastos
Santo André SP
Ninguém
deve concordar com a prática de pirataria, que prejudica
tantas pessoas, seja quem cria, seja quem tem seu emprego garantido
pelos produtos legais. Mas por que não mostrar a outra face
da moeda? Parece que o governo brasileiro e as elites econômicas,
com seus impostos altos, vivem na Suíça, onde a renda
popular permite consumo fora do básico. É verdade
que o produto legal gera empregos e recolhimento de impostos, mas
quantas pessoas neste país já conseguiram emprego
com software pirata, por exemplo? O que não seria possível
de outra maneira. O desenvolvimento de um país se faz com
conhecimento e cultura e isso é muito caro para a grande
maioria. É necessário combater a pirataria, mas também
é preciso combater preços proibitivos para a imensa
maioria dos brasileiros, se quisermos ter um Brasil mais justo e
mais desenvolvido.
Franz Salviano Borges
Recife PE
Sejam sinceros,
o usuário comum teria condições de ter um computador,
com um mínimo de programas originais instalados, a preços
tão aviltantes? A favor da pirataria ...ou da redução
drástica de preços?
Rogério Leonardo de Oliveira
Niterói RJ
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