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 EM
CARTAZ
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15/03/2002
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título: cores contrastantes |
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Hércules Barsotti obras recentes (Galeria
Sylvio Nery, São Paulo) São azuis escandalosos,
amarelos de intensidade única, vermelhos apaixonantes, todos
sutilmente recortados por outras cores contrastantes, preenchendo
telas nos formatos de triângulo, losango, quadrado ou círculo.
É um singular universo geométrico, que faz desta mostra
do paulistano Hércules Barsotti um alegre festival minimalista,
tal a delicadeza com que ele executa seus trabalhos. Legítimo
representante do neoconcretismo, Barsotti ganhou grande parte do
seu prestígio produzindo obras nos anos 50, nas quais utilizava
a areia tanto para dar textura quanto brilho às telas quadradas,
quase sempre em rigorosas composições em preto-e-branco.
Agora, o artista de 87 anos recupera a areia como elemento revitalizador
a mesma cor sobre ela resulta num outro tom. Lúcido
e corajoso na maneira com que realiza suas misturas, Barsotti faz
quadros de cortes radicais, mas com harmonia e singeleza sempre
presentes. (Apoenan Rodrigues)
Não perca
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Cinema
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F... comme femme atrizes francesas de ontem e hoje
(Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, de 19 a 24)
Brigitte Bardot aparece esplêndida na sua beleza em
E Deus criou a mulher, filme de 1956, de seu ex-marido Roger
Vadim (terça-feira 19). Catherine Deneuve traz sua elegância
clássica em Place Vendôme, dirigido em 1998
por Nicole Garcia (quinta-feira 21). E Jeanne Moreau, a grande musa
da nouvelle vague, ressurge em Assim Deus mandou (sexta-feira
22), que Philippe Agostini realizou em 1960. Elas integram o time
das seis atrizes francesas homenageadas na maratona cinematográfica
que ainda apresenta Juliette Binoche, Irène Jacob e Marina
Vlady. Com elas à frente de suas respectivas fitas, o minifestival
fecha um ciclo de competência e extremo charme. (Apoenan
Rodrigues)
Não perca
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O
preguiça Sid e o tigre Diego: humor |
A era do gelo
(cartaz nacional na sexta-feira 22) Este desenho da Fox foi
feito na medida para agradar às crianças, mostrando
com humor tipos cativantes como o roedor Scrat, curiosa mistura
de esquilo e rato. Ele é um personagem divertido, mas apenas
incidental na história que une o trio improvável formado
pelo mamute Manny, o tigre dente-de-sabre Diego e o preguiça
Sid este, numa ótima dublagem de John Leguizamo ,
que se juntam para devolver um bebê à sua tribo em
meio a um cenário inóspito de 20 mil anos atrás.
Aos adultos, o interesse cabe nas piadas e brincadeiras com o período
pré-histórico, além do cuidadoso acabamento
digital que conta com o brasileiro Carlos Saldanha no cargo de co-diretor.
(Celso Fonseca)
Vale a pena
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Os solitários (Teatro Alfa, São Paulo)
Durante mais de duas horas Marieta Severo, Marco Nanini e a Sutil
Companhia de Atores, de Curitiba, ensinam como ser divertido sem
descer o nível num espetáculo perturbador em todos
os sentidos. No palco, vê-se um desfile de anomalias domésticas,
que passa da garota desequilibrada que perde o noivo para o irmão
aidético ao menino gago, fã de Katherine Hepburn,
preso em uma ilha deserta com a mãe. Dirigida por Felipe
Hirsch, a peça de Nicky Silver tem dois atos. Mas, na verdade,
são dois textos distintos, pontuados de citações
pop. Sem dúvida é um espetáculo que, desde
já, se transforma numa das grandes sensações
de 2002. (Luiz Chagas)
Não perca
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