| ECONOMIA
& NEGÓCIOS |
30/01/2002 |
Mistério no ar - continuação
João
Paulo Nucci
| AFP |
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Fonseca afirma que não é milionário e jura
que obteve uma linha de crédito de US$ 25 milhões
para quitar dívidas de curto prazo e fazer os cinco aviões
que restaram na frota da empresa decolarem nas próximas semanas.
Não diz quem é o investidor por conta de uma cláusula
de sigilo. Outros R$ 200 milhões já estariam
disponíveis para os próximos 180 dias. Mais uma vez,
a origem do dinheiro não é revelada.
Funilaria Uma parceria com a Dodson, empresa americana
de manutenção de aeronaves, teria sido fechada para
dar garantias técnicas aos futuros vôos. A Dodson é
conhecida por trabalhar com peças recondicionadas, inclusive
de aviões acidentados, o que é proibido pela legislação
brasileira. Sobre a dívida de R$ 1 bilhão, Fonseca
é vago. Vamos analisá-la e pagar na medida do
possível. Em transações desse porte,
a primeira providência dos compradores é realizar uma
análise do papagaio. Quanto ao seu próprio histórico
de devedor, o empresário diz apenas que seus advogados estão
cuidando dos casos. Seu débito com a Receita Federal, segundo
ele, é de apenas uns R$ 1 mil.
Uma das poucas certezas de Fonseca é que a Target, empresa
de táxi aéreo de Cipriani, vai continuar operando
nos hangares da Transbrasil em Congonhas, mediante pagamento de
aluguel. Essas instalações eram cobiçadas por
todas as outras companhias aéreas pela escassez de posicionamentos
no aeroporto.
Durante a entrevista, Fonseca brandia um documento emitido pelo
Departamento de Aviação Civil (DAC) que lhe dá
autorização para assumir a empresa. Horas depois,
o órgão informava que, sim, havia autorizado a transferência
do controle, pois o empresário reúne as condições
básicas para isso. Mas, para voltar a voar, a empresa ainda
precisa apresentar um plano de trabalho e comprovar uma boa saúde
financeira para, aí sim, tentar a autorização
definitiva. É quase um sonho. Ou melhor, um pesadelo. 
Colaborou Hélio Contreras
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