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Porto Alegre dá o tom
Mais
de 40 mil pessoas devem ir ao segundo
“anti-Davos” defender uma nova globalização
Luiz Antonio Cintra
| Fotos:
Valdir Friolin/Ag. RBS |
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Intelectuais de vários países, políticos, estudantes e muitos
temas na pauta: em busca de alternativas para o mundo |
A maratona antiglobalização vai começar.
Sob o lema Um outro mundo é possível,
a segunda edição do Fórum Social Mundial (FSM)
levará à capital gaúcha, de 31 de janeiro a
5 de fevereiro, mais de 40 mil pessoas, estimam os organizadores.
Intelectuais de primeira grandeza de todos os continentes, especialistas
nos mais variados assuntos, políticos, estudantes, militantes
de causas diversas, representantes de Organizações
Não-Governamentais (ONGs), todos terão muita coisa
a dizer em Porto Alegre.
E a ouvir. Serão dezenas de seminários e debates,
centenas de palestras, conferências, atos públicos,
isso apenas no programa oficial. Aproveitando a deixa, muita gente
irá ao fórum para mostrar seu talento. Vários
livros serão lançados e uma série de shows
estão programados. O roteiro é para lá de extenso
e a melhor maneira de se guiar nesse cipoal é dar uma olhada
no site do FSM www.forumsocialmundial.org.br. Mesmo quem
não vai a Porto Alegre poderá encontrar ali vários
textos que servirão de base para as discussões.
| Fotos:
Valdir Friolin/Ag. RBS |
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Lançado no ano passado por uma dezena de ONGs, o Fórum
de Porto Alegre nasceu com a intenção de se contrapor
ao Fórum Econômico Mundial, que acontece anualmente
na cidade suíça de Davos desde 1971. No silêncio
dos Alpes, altos executivos das maiores corporações
do planeta, presidentes, ministros, intelectuais e outros poderosos
do mundo dos negócios discutem a melhor maneira de pôr
em prática suas idéias liberais. Defendem com unhas
e dentes as forças do mercado como o caminho mais rápido
e eficiente para as sociedades enriquecerem e progredirem. Neste
ano, foi transferido para Nova York (nos mesmos dias do evento de
Porto Alegre), numa demonstração, dizem os seus organizadores,
de solidariedade. É certo que facilitará a vida de
muitos de seus participantes, profissionais de Wall Street. Volta
a Davos a partir de 2003, garantem, quando o Fórum Social
deverá acontecer na Índia.
No amplo espectro de temas que serão abordados no anti-Davos
deste ano fica difícil destacar apenas alguns. Os atentados
de 11 de setembro e seus reflexos sobre a política internacional
certamente aparecerão. A ofensiva militar comandada pelos
EUA, idem. A crise institucional que a Argentina atravessa
resultado direto, para muitos, de seu alinhamento às teorias
defendidas pela turma de Davos também estará
presente. Bem como os usos da engenharia genética, o papel
da mídia na sociedade, a privatização
de bens essenciais como a água, a reforma agrária
e o direito a indenização de negros e indígenas.
E muitos, muitos outros assuntos. Como definiu o linguista americano
Noam Chomski, uma das personalidades confirmadas para ir a Porto
Alegre: É uma reunião de organizações
populares cuja imagem de como deveria ser a sociedade é diferente
da deles. Deles, dos figurões de Davos. 
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