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Faroeste político - continuação
Francisco Alves Filho
| Luciana
Andrade |
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Edmundo Pinto O governador foi morto em São Paulo às
vésperas de depor sobre superfaturamento de obras no Acre |
Impunes O mapa da barbárie é extenso.
Um dos Estados mais violentos é Alagoas, onde a deputada
federal Ceci Cunha (PSDB) foi executada por três homens dentro
de sua casa, em dezembro de 1998. O principal acusado de ser o mandante
do crime é o ex-deputado Talvane Albuquerque. Ele pretendia
assumir o lugar de Ceci na Câmara. Apesar de todos os indícios,
Talvane está em liberdade e atualmente frequenta o curso
de direito no Centro de Estudos Superiores de Maceió. É
uma afronta à sociedade. Precisamos de leis mais duras para
coibir esse tipo de crime, reclama o deputado federal Luiz
Dantas (PTB-AL). Seu irmão, José Miguel, era prefeito
de Batalha (AL) quando foi assassinado com a mulher, em março
de 1999.
| Luciana
Andrade |
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José Miguel Prefeito de Batalha e sua mulher são
assassinados por pistoleiros com mais de 20 tiros, em março
de 1999: Alagoas é um dos Estados mais violentos |
No Maranhão, vários crimes foram praticados pela
quadrilha chefiada pelo deputado cassado José Gerardo, entre
eles os assassinatos do prefeito de Imperatriz, Renato Moreira,
em 1993, e do deputado federal Davi Alves Silva, em 1978. José
Gerardo foi cassado e preso. Mas da cadeia continua operando a sua
gangue, que atua no narcotráfico e no roubo de cargas. No
Piauí, a violência política chegou a tal ponto
que foi criada a União das Viúvas dos ex-Prefeitos
Assassinados. São dez as integrantes. No Espírito
Santo, em 1998, foram mortos dois vereadores e um prefeito. Em 1999,
um prefeito e um vereador. Em Belém, a polícia prendeu
em novembro de 2000 o alemão Udo Dittman, que confessou um
plano para matar o prefeito petista Edmilson Rodrigues. O alemão
estava ligado a fazendeiros e a quadrilha de roubo de carga. No
Rio de Janeiro, seis vereadores de vários partidos da Baixada
foram assassinados nos últimos três anos. No início
de janeiro, o vereador Alexandre Alcântara, de Magé,
foi chacinado junto com sua mãe e um segurança. 
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