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Faroeste político
Não importa escalão ou partido, líderes
são tombados em todos os cantos do País
Francisco Alves Filho
| Antonio
Esposito |
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Dorcelina A prefeita petista de Mundo Novo (MS) foi fuzilada
na varanda de casa em frente aos filhos |
Os assassinatos dos prefeitos petistas Celso Daniel (Santo André)
e Antônio da Costa Santos (Campinas) são os novos casos
no bangue-bangue da política. Nos últimos três
anos, sete integrantes do PT foram assassinados. Um deles foi a
prefeita Dorcelina Folador, da cidade de Mundo Novo, em Mato Grosso
do Sul. Ela foi morta com seis tiros na varanda de sua casa, na
frente dos filhos, em outubro de 1999. Em sua gestão, Dorcelina
denunciara o narcotráfico e tornara público o esquema
de corrupção das administrações anteriores.
Cinco acusados foram presos, mas o mandante teria sido Jusmar Martins,
ex-secretário municipal de Fazenda do município.
| Tribuna
de Alagoas |
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Ceci Cunha A deputada tucana foi morta dentro de casa,
em Alagoas: o suplente queria seu mandato |
É extensa a lista de políticos vítimas de
pistoleiros de Norte a Sul do País por contrariarem interesses
econômicos ou políticos. Não há escalão
que esteja a salvo, como se viu no assassinato do governador do
Acre, Edmundo Pinto, em 1992, quando estava no Hotel Della Volpe,
em São Paulo. Investigações indicam que Hildebrando
Pascoal, o ex-deputado da serra elétrica, foi o mandante
do crime. Pinto iria depor dias depois sobre denúncia de
superfaturamento nas obras do Canal da Maternidade realizada com
dinheiro do FGTS. São forças adversárias
da democracia que não sabem viver no estado de direito. É
um drama vivido em todo o Brasil, afirma Elizabeth Silveira,
presidente do grupo Tortura Nunca Mais.
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