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Francisco Alves Filho
| AP |
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MUDANÇA A Polícia carioca nos tempos em que a solução
era subir o morro |
O Rio de Janeiro está longe de ser um paraíso
de paz e segurança, mas os números oficiais
mostram que os índices de criminalidade estão
estáveis exceto nos casos de assaltos a pedestres,
que cresceram. A área de atuação de maior
sucesso é a repressão aos sequestros, em que
o Estado é visto pelas polícias de todo o País
como um exemplo a ser seguido. A estrutura vitoriosa da Divisão
Anti-Sequestro (DAS) da polícia do Rio começou
a ser montada em 1995 pelo então delegado Hélio
Luz, hoje deputado estadual pelo PT. O primeiro passo
foi superar as divisões internas da polícia,
conta Luz, que foi chefe da Polícia Civil de 1995 a
1997, no governo Marcello Alencar (PSDB). O número
de sequestros caiu de 122, em 1995, para 65 no ano seguinte.
Em 2001, foram registrados apenas oito. O deputado não
acredita que a repressão aos sequestradores tenha transferido
bandidos para outras atividades criminosas. Pelo contrário.
Os sequestradores também traficavam, roubavam,
matavam. Por isso, quando desbaratamos as quadrilhas, diminuímos
também a incidência de outros crimes, afirma.
O número de homicídios, que em 1995 era de 8.438,
caiu para 5.741 em 1998.
Para o delegado Marcos Reimão, chefe da Coordenadoria
de Recursos Especiais da Polícia Civil e ex-diretor
da DAS, o ponto importante foi dar à delegacia
condições técnicas e tecnológicas
para agir. Tínhamos um excelente banco de dados.
Em sua gestão (1998-1999) foram presos quase 200 sequestradores,
sem registro de vítima fatal ou pagamento de resgate.
Ele criou uma estratégia que cruzava informações
da PM, dos Bombeiros, da Guarda Municipal e até dos
presídios, sistema que ainda funciona com sucesso.
Na terça-feira 22, o governador Anthony Garotinho entregou
a Luiza Erundina (PSB), candidata ao governo paulista, um
calhamaço de 245 páginas com sugestões
para o combate à criminalidade.
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