EDIÇÃO Nº 1687
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 BRASIL
30/01/2002
CAPA continua...

Barbárie - continuação

Adriana Souza e Silva, Ana Carvalho, Eduardo Hollanda, Florência Costa, Hélio Contreiras, Ines Garçoni, Juliana Vilas, Madi Rodrigues, Mario Chimanovitch, Mario Simas Filho e Vasconcelo Quadros

A vida como ela é

Francisco Alves Filho

Vicente de Mello
“Não há pena de morte, mas muitos são como 007: têm licença para matar.”
Luiz Alfredo Garcia-Roza

O escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza é o nome mais cultuado da atual literatura policial brasileira. Autor de livros de sucesso como O silêncio da chuva e Uma janela em Copacabana, é o criador do delegado Espinosa, um policial que usa astúcia e cultura para elucidar crimes. Filósofo e ex-professor de psicanálise da Uerj, Garcia-Roza procura explicações para a violência, que rende dramáticas histórias policiais. Casos que não têm nada de fictício.

ISTOÉ – Quais as causas dessa onda de violência?
Garcia-Roza – As grandes cidades estão em crise. O que vem à tona é consequência de uma grande pressão interna, que pode explodir de várias maneiras. Há os problemas sociais, a degradação dos costumes.

ISTOÉ – Ninguém está a salvo?
Garcia-Roza – Qualquer vítima serve, de classe baixa ou alta. Um assassino pode atirar em alguém parado no sinal e andar até a próxima esquina para repetir a dose.

ISTOÉ – Qual a solução mais rápida?
Garcia-Roza – A violência é inerente ao homem. Somos bons e maus, temos potencialidade para tudo. À nossa volta vemos a polícia corrupta, os políticos corruptos, a moralidade rasteira. A pena de morte não existe oficialmente no Brasil, mas muitos são como 007: têm licença para matar. Enquanto não se muda o ambiente de corrupção generalizada, a ordem legal deve ser restaurada.

Leia mais nas próximas páginas:

O espelho colombiano
Unidade é a lição do Rio
Marcas na alma

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Por Maurício Bernis
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Acirra-se a briga pela Presidência nas eleições de 2002. Qual desses pré-candidatos você elegeria presidente?

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FÓRUM

O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, está longe de ser esclarecido. As suspeitas envolvem, inclusive, a principal testemunha, o empresário Sérgio Gomes da Silva. Você acha que foi crime político ou crime comum?

 
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