EDIÇÃO Nº 1687
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 A Semana
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Educação & Cidadania
 Entrevista
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 Política
 Editorial
 Seções
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias

 

 BRASIL
30/01/2002
CAPA continua...

Barbárie - continuação

Adriana Souza e Silva, Ana Carvalho, Eduardo Hollanda, Florência Costa, Hélio Contreiras, Ines Garçoni, Juliana Vilas, Madi Rodrigues, Mario Chimanovitch, Mario Simas Filho e Vasconcelo Quadros

Lindauro Gomes
FHC pede união ao PT para combater o crime, depois de ignorar as ameaças denunciadas pelo partido e por ISTOÉ

Carta na manga – Além do papel de sombra desempenhado por Sérgio em Santo André, a polícia trabalha para checar um depoimento colhido reservadamente na noite em que foi achado o corpo do prefeito, que pode fazer as investigações se voltarem para dentro da prefeitura. Por volta das 3h do domingo 20, um evangélico voltava de um culto realizado em Curitiba (PR) quando percebeu dois carros parados no início da estrada das Cachoeiras. Pensando se tratar de motoristas precisando de auxílio, ele teria parado o carro e oferecido ajuda. “Eram quatro homens em dois Gols brancos. Eles estavam muito nervosos e recusaram a ajuda. Pude perceber que um deles, atrás de um dos carros, estava pondo uma calça clara e também vi que os dois Gols tinham o emblema da Prefeitura de Santo André nas portas”, disse. Não é comum que alguém pare um carro de madrugada na estrada para oferecer ajuda não solicitada. Por causa disso, alguns policiais estão empenhados em investigar essa história com cautela. Já confirmaram a presença da testemunha no culto em Curitiba e estão procurando a pessoa que estava com ela no retorno para São Paulo.

Na manhã de domingo 20, quando o telefone de FHC tocou, a notícia que Luiz Inácio Lula da Silva tinha para dar era a pior possível: o cadáver crivado de balas encontrado em Juquitiba era mesmo do prefeito Celso Daniel. A conversa foi curta e grave. E há motivos para isso. Não é de hoje que os prefeitos petistas vêm sendo ameaçados e as ameaças se concretizam. Em dezembro, ISTOÉ divulgou isso e mostrou que Celso Daniel era um dos marcados para morrer. O governo também sabia disso e nada foi feito. FHC, na véspera, ao ser comunicado do sequestro do petista, tinha telefonado para Lula quebrando um período de quatro anos em que os dois não se falavam. “Que coisa terrível”, disse o presidente, propondo a Lula que os dois se encontrassem no Palácio do Planalto. A reunião durou uma hora e meia. Lula e José Dirceu, presidente nacional do PT, cobraram do governo empenho na apuração dos assassinatos de Celso Daniel e do prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, e insistiram que o governo federal, através da Polícia Federal e até das Forças Armadas, tinha que intervir diretamente na questão da segurança. “É preciso que se tenha coragem para mexer na estrutura da polícia e para banir os policiais corruptos”, afirmou Lula, depois da reunião. FHC considerou o encontro produtivo e destacou que a violência deve ser tratada como uma questão suprapartidária. Lula informou que até o fim de fevereiro estará pronta a proposta de segurança pública do PT para ser apresentada aos governantes, independentemente de partidos. “O PT é alvo dos que não admitem a ascensão da esquerda e, ainda, de grupos do crime organizado que rejeitam o modelo policial defendido por líderes como Celso Daniel.” A afirmação é do brigadeiro Álvaro Dutra, ex-subchefe do Estado Maior das Forças Armadas. O sociólogo Luiz Eduardo Soares, atual assessor de segurança do governo Olívio Dutra (PT), e a professora Julieta Lengruber, da Universidade Cândido Mendes, concordam. “O brutal assassinato de Daniel deve servir para a criação no Brasil de uma operação Mãos Limpas permanente”, defendeu o ministro do STM, Sérgio Xavier Ferolla. O ministro militar advertiu que “o Brasil precisa de uma polícia decente. Esse violento assassinato tem que ser investigado com responsabilidade e transparência. A sociedade exige uma satisfação e não aceita que a reação seja apenas de novas palavras e planos que nunca têm uma consequência efetiva”, finalizou.

Leia mais nas próximas páginas:

Uma estrela fugaz
A vida como ela é
O espelho colombiano
Unidade é a lição do Rio
Marcas na alma

volta

 


Por Maurício Bernis
Quiromancia
Horóscopo chinês
Altar virtual
I-Ching
Cartomancia
Biscoito da sorte
Realejo virtual
Runas
Numerologia
Tarô Online
ENQUETE

Acirra-se a briga pela Presidência nas eleições de 2002. Qual desses pré-candidatos você elegeria presidente?

• Aécio Neves
• Anthony Garotinho
• Ciro Gomes
• Itamar Franco
• José Serra
• Lula
• Michel Temer
• Paulo Renato
• Pedro Simon
• Roseana Sarney
• Tasso Jereissati
• Nenhuma das anteriores
Vote aqui
FÓRUM

O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, está longe de ser esclarecido. As suspeitas envolvem, inclusive, a principal testemunha, o empresário Sérgio Gomes da Silva. Você acha que foi crime político ou crime comum?

 
| DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ISTOÉ DIGITAL| EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 1996/2002 Editora Três