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Barbárie - continuação
Adriana Souza e Silva,
Ana Carvalho, Eduardo
Hollanda, Florência Costa,
Hélio Contreiras, Ines
Garçoni, Juliana Vilas, Madi
Rodrigues, Mario Chimanovitch,
Mario Simas Filho
e Vasconcelo Quadros
| Robson
Fernandjes/AE/Monalia Lins/AE |
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Sérgio deu elementos para o retrato falado, mas sua versão
para a abertura das portas da Pajero foi desmontada pela perícia |
Mistério Sérgio é a principal
testemunha do crime que vitimou o prefeito. Com base em seus dois
depoimentos, foi elaborado o retrato falado de um dos criminosos
e feita a reconstituição do sequestro. Desde a quarta-feira
23, ele está sendo protegido pela polícia. Uma determinação
sensata, tanto para evitar uma possível queima de arquivo
como para mantê-lo sob vigilância permanente. Isso porque,
além de seus nebulosos envolvimentos com os cartéis
do lixo e dos transportes contrariados pelas gestões municipais
petistas, Sérgio deixou várias perguntas sem respostas.
Ele não soube dizer ao certo quantos bandidos levaram o prefeito
e não explicou como foram abertas as portas da Pajero blindada.
Num primeiro momento afirmou que o carro quebrou. O câmbio
teria travado e teria havido uma pane elétrica responsável
pelo destravamento das portas. A perícia, no entanto, constatou
que o carro está em perfeitas condições. Sérgio
também não explicou por que só fez uso do celular
para chamar a polícia depois de o prefeito ter sido levado
e também por que não usou sua arma. Durante anos foi
segurança e é um homem treinado para enfrentar situações
adversas e violentas. A um delegado disse que sacou a arma, mas
os bandidos usaram o prefeito como escudo para evitar o disparo.
Uma versão questionável, pois certamente os bandidos
não hesitariam em disparar contra Sérgio.
| Jaime
Carvalho |
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O prédio da Sodiesel, empresa de Sérgio que está mudando de
ramo para fazer transporte interestadual. Em Santo André, a
máfia dos transportes também está sob suspeita |
O presidente nacional do PT, deputado José Dirceu, afirmou
que o partido fez suas averiguações e não encontrou
nada que comprometesse Sérgio. O partido, no entanto, não
descarta nenhuma hipótese. Queremos respostas concretas.
Não estamos atrás de respostas fáceis,
diz o deputado José Genoíno (PT-SP), pré-candidato
ao governo paulista. Recentemente, Sérgio começou
a operar a Sodiesel, empresa que vendia peças para ônibus
e está se preparando para atuar em linhas interestaduais.
Na quinta-feira 24, o empresário foi citado em um depoimento
prestado em Monte Sião (MG). O vendedor Fabio Bernardes procurou
a polícia para dizer que na época do Natal ouviu em
uma favela de Santo André quatro pessoas combinando o crime.
Em sua versão, porém, o vendedor diz que o alvo não
seria o prefeito, mas sim o empresário Sérgio. Tratavam,
segundo a testemunha, de um crime para queima de arquivo. Não
sou arquivo nenhum e não caí em contradição.
Posso sim ter cometido alguns erros em meu depoimento, mas sou apenas
uma testemunha, reagiu Sérgio.
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