| ARTES
& ESPETÁCULOS |
30/01/2002 |
Falta
homem
Avassaladoras
banaliza carências femininas
Luiz
Chagas
| Divulgação |
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Giovanna e Gianecchini: ataque
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Em seu segundo longa-metragem depois de Alô, de 1998,
a diretora carioca Mara Mourão resolveu apostar no tema falta
de homem no mercado, que teoricamente assola o contingente
feminino na faixa dos 30, 40 anos, seguindo a linha de O diário
de Bridget Jones e suas variantes. Dentro do universo exposto
em Avassaladoras cartaz nacional na sexta-feira 1º
, os homens se dividem entre gaviões e gays. Pelo menos
são estes os tipos que atravessam o caminho de Laura (Giovanna
Antonelli), uma designer gráfica de 34 anos, e de sua turminha
composta pela equivocada Paula (Ingrid Guimarães), pela workaholic
Tereza (Chris Nicklas) e pela peruaça Betty (Paula Cohen).
A ala masculina agrupa o sofisticado Thiago (Reynaldo Gianecchini),
o tosco Miguel (Caco Ciocler) e o sensível Marcel (Wellington
Nogueira). Laura vive seguindo os palpites das amigas, da avó
Maria Alice (Márcia Real), da chefe Vera (Cristina Prochaska)
e de Lúcia (Rosi Campos), dona de uma agência matrimonial
das mais cafonas. O resultado, como se vê, não poderia
ser outro. Filmado com a competência de quem lida com cinema
publicitário, o filme não tem muito a dizer. Exceto
que todas querem transar com Reynaldo Gianecchini, aliás
Thiago. 
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