| ARTES
& ESPETÁCULOS |
30/01/2002 |
Endereço
certo
Fantasmas
de Marte traz bobagens
que só os adolescentes amam
Celso
Fonseca
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Divulgação
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Natasha: a bela entre demônios e rock pesado
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Depois que o cineasta americano John Carpenter fez Halloween, no
final dos anos 70, os filmes de terror nunca mais foram os mesmos.
Adquiriram um tom debochado, cheios de piadas de humor negro e sequências
em que o sangue jorra exagerado. De certa forma, o diretor inventou
o que se convencionou chamar de horror trash. Os anos se passaram
e Carpenter se tornou uma espécie de guru de bobagens repulsivas.
Mas há aqueles que amam seus trabalhos com devoção
religiosa. Para estes, o momento é de júbilo. Na sexta-feira
1º, estréia em São Paulo e no Rio de Janeiro
Fantasmas de Marte (Ghosts of Mars, Estados Unidos, 2001),
um legítimo John Carpenter. A ação se passa
em 2025, quando os humanos colonizaram Marte depois que a Terra
se tornou quase inabitável, teoria que o pessimista Carpenter
acredita ser perfeitamente viável.
Mas seu filme não dá tempo para aprofundar teses
catastróficas. É diversão cafona, com o diretor
se esmerando em mostrar o planeta vermelho mais vermelho do que
nunca. Quase tudo tem cor de sangue em Marte, convertido numa colônia
de mineradores que mais parece uma sucursal do inferno. É
neste lugar inóspito que a tenente Melanie Ballard
interpretada pela belíssima Natasha Henstridge, que fez
Bela Donna, do brasileiro Fábio Barreto vai caçar
o criminoso Desolation, papel do rapper Ice Cube. Sua missão
é interrompida quando uma escavação libera
uma força fantasmagórica que vai se apossando dos
corpos dos humanos. Os que não enlouquecem, se automutilam
até a morte ou se transformam em guerreiros sanguinários
liderados por uma espécie de gigantesco Marilyn Manson, o
roqueiro gótico-heavy-metal que tem sido o pesadelo de pais
de adolescentes. Todos, é claro, dispostos a não deixar
um humano vivo para contar história. Como sempre existe um
mal maior, Melanie e Desolation se unem para liderar uma batalha
feroz contra os tais fantasmas, regada por um ensurdecedor rock
pesado. Os adolescentes urram de safisfação. Então,
pense bem antes de querer acompanhar seu filho ao cinema. 
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