EDIÇÃO Nº 1687
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 ENTREVISTA
30/01/2002
continua...

As pessoas querem estar
ricas, bonitas e gostosas

A consultora e empresária Costanza Pascolato
adianta as tendências do São Paulo Fashion Week
e faz um balanço do setor

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Marina Caruso

Ricardo Giraldez

Constanza: “O que importa para o empresário é o lucro, não só o status de elite”

A elegância da empresária Costanza Pascolato chega a ser desconcertante. Aos 62 anos, ela ainda é a personificação da sensualidade da moda brasileira. É alegre, charmosa e surpreendentemente despachada. Ao receber ISTOÉ em seu apartamento em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, na segunda-feira 21, pediu desculpas por estar vestindo jogging. “Acabei de chegar da ginástica. A atividade física me ajuda a controlar a ansiedade. Parei até com os remédios para dormir”, disse. Em seguida, foi se produzir. Voltou uma hora depois, com uma roupa escolhida a dedo para o momento. “Coloquei bata branca e brincos grandes porque traduzem a tendência da estação”, explicou.

À vontade, Costanza confidenciou que, apesar do corre-corre de sua vida – ela é dona da tecelagem Santa Constancia, que vende tecidos para os principais estilistas do País –, tem dificuldade em fazer várias coisas ao mesmo tempo. “Sou disléxica. As pessoas pensam que paro de falar quando estou sendo fotografada para ficar mais bonita. Quem dera”, confessou com humor. Mas esta semana Costanza terá de dar um jeitinho na dislexia (distúrbio que provoca dificuldade na fala ou na escrita). Uma das principais consultoras de moda do Brasil, essa italiana radicada em São Paulo, estará atenta às novidades do São Paulo Fashion Week, que começa segunda-feira 28. Ela adianta que a coleção de inverno 2002 deverá ser uma mistura da moda hippie do verão com um gênero Mad Max de luxo, espécie de “desleixo chique”, com costuras desalinhadas e tecidos sobrepostos.

ISTOÉ – Há um ano, durante a penúltima edição do SP Fashion Week, o Brasil estava na mira dos principais jornalistas internacionais . Na temporada passada, a badalação foi menor. Por quê?
Costanza Pascolato
– Vivemos um momento interessante da moda brasileira. Desde 1996, quando o Paulo Borges (criador do SP Fashion Week) tomou a frente das passarelas, nós tivemos uma mudança radical em termos de profissionalização da moda. Nossos estilistas pararam de se preocupar com o que estava acontecendo lá fora e atentaram para o seu trabalho. Há dois anos, mais em evidência do que nunca, os estilistas que trabalhassem copiando a moda internacional só iam se expor à mídia brasileira e estrangeira. Além disso, o público comprador está cada vez mais exigente. Sabe identificar o que é cópia e o que é criação. Os estilistas não estão mais no anonimato e São Paulo também não. Para fazer parte do calendário, não se pode dar esse tipo de mancada. Estamos entre os países que assumem a dianteira do mundo da moda. Depois de Nova York, Paris, Londres, Milão e Tóquio, vêm São Paulo, Madri e Sydney. Não é pouca coisa.

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O comprador está cada vez mais exigente: identifica o que é cópia e o que é criação
No inverno continua esse visual hippie que pegou no verão



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O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, está longe de ser esclarecido. As suspeitas envolvem, inclusive, a principal testemunha, o empresário Sérgio Gomes da Silva. Você acha que foi crime político ou crime comum?

 
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