EDIÇÃO Nº 1687
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EM CARTAZ

Teatro

 
Elis - estrela do Brasil

Adriana Pittigliani
Inez: semelhanças vocais com a Pimentinha

Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro – Falar de ídolos é uma tarefa tão difícil que até o experiente Diogo Vilela, que assina a direção, e os autores Douglas Dwight e Fátima Valença saíram chamuscados do musical em comemoração aos 20 anos da morte de Elis Regina. Com duração de três horas e meia, o espetáculo registra alguns tropeços. As músicas não obedecem a uma ordem cronológica, algumas das canções mais emblemáticas interpretadas por Elis não estão em cena e certos períodos da vida da cantora parecem longos demais. Aquela que foi e sempre será a maior intérprete brasileira está sendo vivida no palco pela atriz Inez Viana. Seu vozeirão emociona em muitos momentos, talvez por lembrar o mesmo registro vocal da Pimentinha. A explicação para os equívocos pode estar na opção por uma ficção dramática e não por uma biografia musical. Mas Inez encarna bem a personagem e a produção de época compensa. (L.M.)
Vale a pena

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Discos
 
Nome sagrado

 Ouça trecho do CD
nome sagrado

Marcilio Godoi/Divulgação
BETH: ajuda de bons músicos para registrar obra de Cavaquinho

Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho (Jam Music) – Fã do compositor carioca desde que gravou Folhas secas, em 1972, Beth Carvalho sempre sonhou lançar um disco dedicado a este criador excepcional de melodias, de quem se tornou amiga de palco e de mesa até sua morte em 1986, aos 75 anos. O sonho se realizou com a grande dama do samba se cercando de músicos do nível de Wilson das Neves (bateria), de Altamiro Carrilho (flauta) e do Grupo Época de Ouro, que desfiam preciosidades como A flor e o espinho, Notícia, Palhaço, Rugas, além da citada Folhas secas e da faixa título. As canções, compostas com vários parceiros – entre eles Guilherme de Brito, um dos convidados ao lado de Zeca Pagodinho –, vêm cifradas para violão. Acompanha o disco uma revista com a biografia da artista e do homenageado. Vendido também em bancas de jornais, o lançamento já ultrapassou as 60 mil cópias. (L.C.)
Ouça sem parar

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Livros

 
Requiem

De Antonio Tabucchi (Rocco, 112 págs., R$ 20) – Apaixonado pela literatura portuguesa, o italiano Antonio Tabucchi ambientou alguns de seus livros em Lisboa, como neste belíssimo Requiem. Passado num domingo tórrido de verão, o curto romance – que rendeu o ótimo filme homônimo de Alain Tanner – centra-se num escritor italiano que chega a Lisboa para um encontro com o fantasma do poeta Fernando Pessoa. Como se enganou em relação ao horário, vaga pela cidade deserta encontrando pessoas e amigos, alguns deles já mortos. Misturando sonho e realidade, Tabucchi faz seu alter ego mergulhar numa viagem afetiva pela capital portuguesa, se despedindo de lugares, coisas e espectros que marcaram sua vida. Sem esquecer, é claro, das típicas lógica e ironia lusitanas, que dão um sabor especial ao relato. (Ivan Claudio)
Leia sem parar

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Arte

 
Lygia Pape

Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro – A artista plástica apresenta quatro trabalhos inéditos – três instalações e uma sala de esculturas – nesta exposição individual que vai até 31 de março, a primeira no Brasil desde 1999. Logo na entrada, Lygia marca posição com a instalação Carandiru, na qual uma corrente d’água corre sobre uma lâmina de vidro e jorra sobre um tanque, num ambiente iluminado em vermelho. Completa a obra uma projeção de slides que alterna gravuras dos antropófagos índios tupinambás com fotos dos detentos do presídio paulistano, onde 111 deles foram massacrados em 1992. Em New house, Lygia leva a desconstrução ao pé da letra: reproduz uma casa em pleno processo de demolição, embalado ao som de um piano. Mas o ponto alto da mostra é a instalação Jogo de tênis, em que o espectador se posiciona num corredor estreito, frente a frente com a projeção de dois olhos gigantescos que seguem um jogo ilusório, sincronizado com o áudio do vaivém da bolinha. Prestes a completar 73 anos, Lygia Pape destila humor, experimentação e uma eterna inquietação. (F.A.F.)
Vale a pena

 


Por Maurício Bernis
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O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, está longe de ser esclarecido. As suspeitas envolvem, inclusive, a principal testemunha, o empresário Sérgio Gomes da Silva. Você acha que foi crime político ou crime comum?

 
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