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Drogas na adolescência
A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) tem a satisfação
de cumprimentar esta revista pela excelente reportagem Um
perigo real publicada na edição 1686, de 23
de janeiro. ISTOÉ presta inestimável serviço
ao levar ao conhecimento da opinião pública informações
abalizadas e conclusões precisas sobre problema tão
delicado quanto a prevenção do uso de drogas pela
nossa juventude. Os pontos de vista da revista e de seus colaboradores
nesse artigo coincidem com os da Senad como, por exemplo, a necessidade
do diálogo franco e amigo, desde o mais cedo, por parte dos
pais e responsáveis, com vistas à informação
sobre o mal das drogas. Destacamos, ainda, a posição
salutar de não mais serem submetidos os simples usuários
ou dependentes à pena privativa de liberdade. A Política
Nacional Antidrogas prioriza as ações de prevenção,
por ser essa a intervenção mais eficaz e de menor
custo para a sociedade.
Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa
Secretário Nacional Antidrogas
Presidência da República
Brasília DF
Tenho 18 anos e frequento boates desde os 13 anos, mas só
comecei a beber aos 15. A cada dia, vejo mais crianças ou
pré-adolescentes de 12, 13 anos envolvidos com bebidas e
cigarros. É tão comum entrar em alguma boate
para maiores de 18 anos e vê-los tomando cachaça
ou vodca pura, fumando cigarros doces, os chamados gudam, ou a própria
maconha. É bem provável que esses futuros jovens não
tenham diálogo com seus pais e estejam influenciados pela
turma. Mas acho que o mais importante é ver o descaso das
autoridades com o futuro da Nação. A falta de fiscalização
acirrada em bares, boates e festas é um dos grandes responsáveis
por esse aumento do consumo de drogas lícitas, que são
a porta para as ilícitas. Afinal, não há diálogo
que suporte tamanha tentação.
Virginia Nogueira
Niterói RJ
Gostaria de parabenizar os editores pela excelente escolha do
tema. Como médico, vejo que nossos adolescentes estão
cada vez mais envolvidos com as drogas e, por isso, devemos insistir
em discutir esta tão importante questão. Gostei muito
da entrevista com a psicobióloga Denise De Micheli, da Universidade
Federal de São Paulo, Unifesp, e concordo com ela que os
pais devem se preocupar em dar o exemplo com atitudes e não
com palavras. Parabéns ISTOÉ e aos psicobiólogos
da Unifesp.
Eugenio Vangarten
Professor
Depto. de Psiquiatria Clínica-FMUSP
São Paulo SP
Cidade sitiada
O quadro de Campinas não é diferente do restante
do Brasil. Gostaria de ver o País em situação
melhor. É muito triste e desolador ver esse quadro que vocês
estão atravessando. Nada que eu disser aqui vai ajudar, mas
gostaria de dizer que assim como vocês existem muitas outras
pessoas que estão a fim de mudar esse quadro. Espero que
nossos governantes abram os olhos enquanto não seja tarde
de mais. Cidade do medo (ISTOÉ 1686).
Roberto Francesco
Waltham EUA
Atendendo à nossa finalidade de buscar o combate à
violência na cidade de Campinas, cabe-nos agradecê-los
pela reportagem sobre a cidade, muito bem focalizada e exposta no
trabalho dos seus repórteres Inês Garçoni, Madi
Rodrigues e Alan Rodrigues. De lastimar a lamentável atuação
dos policiais em relação a esses repórteres,
que não somente reflete o despreparo de alguns membros da
corporação, mas também e principalmente o medo
da população de que eles fazem parte.
Agostinho Toffoli Tavolaro
Presidente do Conselho Deliberativo
ONG Campinas Viva
Campinas SP
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