EDIÇÃO Nº 1687
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Drogas na adolescência

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) tem a satisfação de cumprimentar esta revista pela excelente reportagem “Um perigo real” publicada na edição 1686, de 23 de janeiro. ISTOÉ presta inestimável serviço ao levar ao conhecimento da opinião pública informações abalizadas e conclusões precisas sobre problema tão delicado quanto a prevenção do uso de drogas pela nossa juventude. Os pontos de vista da revista e de seus colaboradores nesse artigo coincidem com os da Senad como, por exemplo, a necessidade do diálogo franco e amigo, desde o mais cedo, por parte dos pais e responsáveis, com vistas à informação sobre o mal das drogas. Destacamos, ainda, a posição salutar de não mais serem submetidos os simples usuários ou dependentes à pena privativa de liberdade. A Política Nacional Antidrogas prioriza as ações de prevenção, por ser essa a intervenção mais eficaz e de menor custo para a sociedade.
Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa
Secretário Nacional Antidrogas
Presidência da República

Brasília – DF

Tenho 18 anos e frequento boates desde os 13 anos, mas só comecei a beber aos 15. A cada dia, vejo mais crianças ou pré-adolescentes de 12, 13 anos envolvidos com bebidas e cigarros. É tão comum entrar em alguma boate – para maiores de 18 anos – e vê-los tomando cachaça ou vodca pura, fumando cigarros doces, os chamados gudam, ou a própria maconha. É bem provável que esses futuros jovens não tenham diálogo com seus pais e estejam influenciados pela turma. Mas acho que o mais importante é ver o descaso das autoridades com o futuro da Nação. A falta de fiscalização acirrada em bares, boates e festas é um dos grandes responsáveis por esse aumento do consumo de drogas lícitas, que são a porta para as ilícitas. Afinal, não há diálogo que suporte tamanha tentação.
Virginia Nogueira
Niterói – RJ

Gostaria de parabenizar os editores pela excelente escolha do tema. Como médico, vejo que nossos adolescentes estão cada vez mais envolvidos com as drogas e, por isso, devemos insistir em discutir esta tão importante questão. Gostei muito da entrevista com a psicobióloga Denise De Micheli, da Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, e concordo com ela que os pais devem se preocupar em dar o exemplo com atitudes e não com palavras. Parabéns ISTOÉ e aos psicobiólogos da Unifesp.
Eugenio Vangarten
Professor
Depto. de Psiquiatria Clínica-FMUSP
São Paulo – SP

Cidade sitiada

O quadro de Campinas não é diferente do restante do Brasil. Gostaria de ver o País em situação melhor. É muito triste e desolador ver esse quadro que vocês estão atravessando. Nada que eu disser aqui vai ajudar, mas gostaria de dizer que assim como vocês existem muitas outras pessoas que estão a fim de mudar esse quadro. Espero que nossos governantes abram os olhos enquanto não seja tarde de mais. “Cidade do medo” (ISTOÉ 1686).
Roberto Francesco
Waltham – EUA

Atendendo à nossa finalidade de buscar o combate à violência na cidade de Campinas, cabe-nos agradecê-los pela reportagem sobre a cidade, muito bem focalizada e exposta no trabalho dos seus repórteres Inês Garçoni, Madi Rodrigues e Alan Rodrigues. De lastimar a lamentável atuação dos policiais em relação a esses repórteres, que não somente reflete o despreparo de alguns membros da corporação, mas também e principalmente o medo da população de que eles fazem parte.
Agostinho Toffoli Tavolaro
Presidente do Conselho Deliberativo
ONG Campinas Viva

Campinas – SP

 

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