EDIÇÃO Nº 1681
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 A Semana
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Educação & Cidadania
 Entrevista
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 Política
 Editorial
 Seções
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca
 Procure outras matérias

 

 ARTES & ESPETÁCULOS 20/12/2001
Cinema I continua...

Coração satânico
Apocalypse now redux chega às telas numa excelente versão estendida, que dá um caráter mais existencial e perverso ao épico de Francis Ford Coppola

 Veja o trailer do filme
[28K] [56K] [Banda larga]
É necessário ter instalado os plug-ins
Windows Media Player

Celso Fonseca

Divulgação
Sheen (acima) e com Aurore numa das sequências extras: cena clássica e momento raro de romance em meio à barbárie da Guerra do Vietnã

Foram necessários 22 anos para que Apocalypse now, um dos maiores filmes da história do cinema, pudesse ser finalmente visto em sua versão integral. Apocalypse now redux, o trabalho que Francis Ford Coppola sempre quis mostrar ao mundo desde que, em 1979, concluiu sua insana odisséia cinematográfica nas selvas úmidas das Filipinas, estréia em São Paulo e no Rio de Janeiro, na sexta-feira 21, com 49 minutos adicionais, o que lhe dá uma duração de 3h16. À época, Coppola tinha motivos para apresentar uma versão mutilada e mais acessível comercialmente. Quando terminou sua adaptação do clássico literário Coração nas trevas, de Joseph Conrad, ele não era mais o milionário prodígio que havia dirigido O poderoso chefão I e II, mas um artista cercado de descrédito, com uma casa hipotecada e um excedente de produção de US$ 16 milhões. Preferiu, então, não arriscar. Curvou-se aos interesses do mercado, cumpriu um grande sucesso de bilheteria e ainda assim apresentou um filme arrebatador, quase insuperável no seu gênero. Ganhou a Palma de Ouro do Festival Internacional do Filme de Cannes e teve oito indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme.

Neologismo – A versão redux – neologismo criado pela indústria com o significado de reeditado, relido, refeito – atribui ao épico de guerra um caráter mais existencialista. Neste aspecto, se aproxima da obra de Conrad, recentemente relançada pela editora Nova Alexandria numa edição que traz um alentado prefácio do ensaísta e crítico literário Otto Maria Carpeaux. O livro relata a viagem de barco do capitão Marlow pelo rio Congo em busca do enigmático mercador Kurtz. Mas no caminho ele se depara com um mundo regido pela barbárie. No cinema, Marlow foi rebatizado de Willard e transformado num oficial da inteligência americana vivido por Martin Sheen. Ele persegue Kurtz – papel do irascível Marlon Brando –, oficial brilhante que vive na selva do Vietnã e paira como divindade intocável sobre uma tribo de lunáticos e assassinos. Com as novas cenas, o percurso de Willard é visto como uma atormentada viagem interior. É uma sequência enorme, que cobre sua chegada e de seu grupo numa fazenda francesa. O diálogo, durante um requintado jantar em plena selva, entre Willard e os franceses, verdadeiros colonizadores do lugar, é um show à parte permeado de reflexões sobre a guerra e a estúpida presença americana no Vietnã.

Leia mais nas próximas páginas:

Trocam-se favores sexuais por gasolina rolando na lama
A grande família




Por Maurício Bernis
Altar virtual
I-Ching
Cartomancia
Biscoito da sorte
Realejo virtual
Bola 8
Runas
Numerologia
Tarô Online
ENQUETE

Acirra-se a briga pela Presidência nas eleições de 2002. Qual desses pré-candidatos você elegeria presidente?

• Aécio Neves
• Anthony Garotinho
• Ciro Gomes
• Itamar Franco
• José Serra
• Lula
• Michel Temer
• Paulo Renato
• Pedro Simon
• Roseana Sarney
• Tasso Jereissati
• Nenhuma das anteriores
Vote aqui
FÓRUM

O que te deixa
mais estressado
no fim de ano?

 
 
 
| DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ISTOÉ DIGITAL| EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE | AVISO LEGAL |
© Copyright 1999/2001 Editora Três