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Novela mexicana - continuação
Mario
Simas Filho e Ricardo
Miranda
| Ricardo
Stuckert |
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... e o agente Santana, principal suspeito de ser o pai da criança |
Dupla de garanhões Em outra carta, escrita
pelo traficante no dia 11 de outubro, os agentes Santana e Bandeira
são chamados de dupla de garanhões. O
preso também lembra que não eram apenas eles que tinham
medo das investigações sobre a gravidez de Gloria.
Tem policial se mijando todo! Proibido de receber a
visita íntima da própria esposa, o traficante ironizou.
Agora quero ver qual a alegação que vai sobreviver
a uma gravidez. Foi o Espírito Santo?, escreveu, sem
saber que o Espírito Santo responderia pelo nome de inseminação
artesanal e seria atestado na sindicância. Procurado por ISTOÉ,
Santana teve uma reação curiosa. Quero esquecer
tudo o que passou. No momento não devo falar. Na hora certa
posso contar o que houve. Não quero comentar a versão
oficial, disse. Apresentado à carta que citava seu
nome, Bandeira foi frio: Ninguém entra sozinho na custódia.
Teria que ter muita gente envolvida e seria uma loucura.
| Jornal
de Brasília/Ed Ferreira/AE |
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Marcelo Borelli foi espancado pelos presos e, segundo a PF,
forneceu o sêmen para Gloria: farsas |
A sindicância de quase 200 páginas foi entregue na
segunda-feira 12 pelo diretor-geral da Polícia Federal, Agílio
Monteiro Filho, ao então ministro da Justiça, José
Gregori. Ele poderia ter determinado à PF que estendesse
o prazo ou abrisse um inquérito de verdade para aprofundar
as investigações. Preferiu, porém, aceitar
o relatório risível da PF. Gregori, que fez sua vida
pública defendendo os direitos humanos, não considerou
relevantes as cartas obtidas por ISTOÉ que comprometem policiais
federais. São versões de carceragem, comentou.
Essa não é uma novelinha mexicana. É
um caso de polícia, diz Otávio Bezerra Neves,
advogado da cantora.
| AFP |
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Beira-Mar: na lista dos “pais” |
Sêmen na caneta O relatório da PF trata
Gloria Trevi como uma mulher desesperada para garantir sua permanência
no Brasil. Mesmo debaixo das barbas da polícia, e numa das
menores e mais vigiadas prisões do País com
sete celas e menos de 30 presos , decide engravidar na marra.
Ela tomou até o início do ano o medicamento Clomid,
que facilita a gravidez. Foi assim que, segundo a polícia,
Glória teria se inoculado com o sêmen de Borelli. Numa
versão paralela, o doador seria Sérgio Andrade, empresário
da cantora, também preso na PF. Antes da seringa, falou-se
num tubo de caneta esferográfica como método para
a inseminação e no uso de leite misturado com sêmen.
Nada disso foi encontrado. A possibilidade teórica
existe, mas é remota. Nunca vi nenhum caso, diagnostica
o médico e psiquiatra Hildiberto Vitoriano de Souza, que
é simplesmente o chefe do Serviço Médico da
Polícia Federal. Um documento que faz parte da sindicância
mostra o desprezo da própria polícia por sua tese.
Uma carta do delegado Francisco Sobrinho, responsável pelas
investigações, para o diretor do Presídio de
Campo Grande (MS), Luiz Carlos Telles Júnior, informa que
Borelli é portador do vírus HIV, como ele mesmo assume.
A Corregedoria-Geral da PF não considerou o fato importante
para as investigações.
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