EDIÇÃO Nº 1671
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Cinema
 

 Assista ao trailer do filme Como cães & gatos
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Divulgação
SR. TINKLES: líder do mal

Como cães & gatos (cartaz nacional) – O filme do novato Lawrence Guterman reúne ingredientes certeiros para a criançada, numa aventura movimentada, protagonizada por cães e gatos falantes que contracenam com humanos, entre eles Jeff Goldblum no papel do professor Brody. Como não poderia deixar de ser, os felinos são os grandes vilões da história e também os mais engraçados. A começar pelo histriônico líder do mal, o megalômano persa branco Sr. Tinkles e sua gangue de gatos ninjas, como Malhado, que no Brasil ganhou a voz do apresentador Marcos Mion. Eles querem espalhar um vírus de alergia aos cães e assim conquistar o planeta. Mas o beagle Lu – aqui dublado pelo ator global Caio Blat – toma para si a missão de salvar o mundo e sua família de humanos. (C.F.)
Vale a pena

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Discos

 Ouça trecho do CD
Lone some day blues


Love and theft, com Bob Dylan (Sony Music) – Algum fã de cinema desavisado pode levar um susto ao se deparar com as fotos recentes de Bob Dylan, principalmente a do encarte deste seu mais recente álbum. Ele está a cara de Vincent Price, o canastrão mais querido dos filmes de horror. Ouvindo o disco, as suspeitas quase se confirmam diante do vocal progressivamente cavernoso do antigo artífice das canções de protesto. Passado o primeiro susto, vem o regozijo ao encontrar um Dylan em determinado flerte com o passado. Nada de mascarar a voz ou embolar propositadamente as letras. Aos 60 anos e em clima setentista, Robert Allan Zimmerman – seu nome verdadeiro – privilegia o velho trio baixo, guitarra e bateria, tocado por um time de músicos que tem o blues rock no sangue e segue à risca a viagem pelo ritmo sob a cintilante assinatura Dylan. (A.R.)
Ouça com atenção

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Arte I
 

Romulo Fialdini
Fuga para o Egito, óleo sobre tela: impacto da cor

José Antonio da Silva (Ricardo Camargo Galeria, São Paulo) – Conhecido pelo humor e pelo colorido com que retratava situações ingênuas, o artista paulista José Antonio da Silva (1909-1996) ganha agora uma exposição com 30 óleos – 22 deles inéditos – e um guache e nanquim sobre papel. Basta entrar na galeria para ser alvejado pelo impacto de cores fortes e exuberantes. Depois, ao observar atentamente cada um dos quadros, vai se descobrindo uma riqueza única de detalhes que elevam o pintor ao posto de mestre da arte naïf ou ingênua, como preferem alguns. São cenas rurais nas quais não faltam certo olhar sagaz e toques de refinamento. As paisagens retratando lavouras de café, milho e algodão, por exemplo, revelam técnica e um apurado senso de espaço. Sem falar na riqueza de movimentos impressa em telas como Que beleza meu Deus, título mais do que apropriado. (C.F.)
Não perca

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Arte II
 


À flor da pele (BNDES, Rio de Janeiro) – Dividida em sete módulos, apresentando 241 peças entre esculturas, pinturas, fotografias, objetos e vídeos, a mostra ensina como enxergar e entender sob várias óticas a fina camada que cobre o corpo humano. Há, por exemplo, um sepultamento pré-histórico feito há nove mil anos, achado num sítio arqueológico na Serra do Cipó, em Minas Gerais, no qual ainda se podem ver os vestígios da cor ocre com que os mortos eram pintados. No simbolismo da pele, encanta a variedade de desenhos com os quais os índios kadiwéu cobriam seus corpos e objetos. Em matéria de cena teatral, surpreende a fartura de apetrechos de maquiagem da cantora lírica Nadyr de Mello, famosa no Rio dos anos 40 e 50. E, na arte da tatuagem, vem da Polinésia milenar os melhores exemplos, seguidos da África e suas cicatrizes, formando belos desenhos étnicos na pele negra. É uma exposição que traz muita arte, protesto e sobretudo culto à beleza. (C.C.)
Vale a pena

 


Por Maurício Bernis
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