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Cinema
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Divulgação |
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TINKLES: líder do mal |
Como
cães & gatos (cartaz nacional) O filme do
novato Lawrence Guterman reúne ingredientes certeiros para
a criançada, numa aventura movimentada, protagonizada por
cães e gatos falantes que contracenam com humanos, entre
eles Jeff Goldblum no papel do professor Brody. Como não
poderia deixar de ser, os felinos são os grandes vilões
da história e também os mais engraçados. A
começar pelo histriônico líder do mal, o megalômano
persa branco Sr. Tinkles e sua gangue de gatos ninjas, como Malhado,
que no Brasil ganhou a voz do apresentador Marcos Mion. Eles querem
espalhar um vírus de alergia aos cães e assim conquistar
o planeta. Mas o beagle Lu aqui dublado pelo ator global
Caio Blat toma para si a missão de salvar o mundo
e sua família de humanos. (C.F.)
Vale a pena
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Discos
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Love
and theft, com Bob Dylan (Sony Music) Algum fã
de cinema desavisado pode levar um susto ao se deparar com as fotos
recentes de Bob Dylan, principalmente a do encarte deste seu mais
recente álbum. Ele está a cara de Vincent Price, o
canastrão mais querido dos filmes de horror. Ouvindo o disco,
as suspeitas quase se confirmam diante do vocal progressivamente
cavernoso do antigo artífice das canções de
protesto. Passado o primeiro susto, vem o regozijo ao encontrar
um Dylan em determinado flerte com o passado. Nada de mascarar a
voz ou embolar propositadamente as letras. Aos 60 anos e em clima
setentista, Robert Allan Zimmerman seu nome verdadeiro
privilegia o velho trio baixo, guitarra e bateria, tocado por um
time de músicos que tem o blues rock no sangue e segue à
risca a viagem pelo ritmo sob a cintilante assinatura Dylan. (A.R.)
Ouça com atenção
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Arte
I
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Romulo Fialdini |
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| Fuga
para o Egito, óleo sobre tela: impacto da cor |
José Antonio da Silva (Ricardo Camargo Galeria, São
Paulo) Conhecido pelo humor e pelo colorido com que retratava
situações ingênuas, o artista paulista José
Antonio da Silva (1909-1996) ganha agora uma exposição
com 30 óleos 22 deles inéditos e um
guache e nanquim sobre papel. Basta entrar na galeria para ser alvejado
pelo impacto de cores fortes e exuberantes. Depois, ao observar
atentamente cada um dos quadros, vai se descobrindo uma riqueza
única de detalhes que elevam o pintor ao posto de mestre
da arte naïf ou ingênua, como preferem alguns. São
cenas rurais nas quais não faltam certo olhar sagaz e toques
de refinamento. As paisagens retratando lavouras de café,
milho e algodão, por exemplo, revelam técnica e um
apurado senso de espaço. Sem falar na riqueza de movimentos
impressa em telas como Que beleza meu Deus, título mais do
que apropriado. (C.F.)
Não perca
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Arte
II
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À flor da pele (BNDES, Rio de Janeiro) Dividida
em sete módulos, apresentando 241 peças entre esculturas,
pinturas, fotografias, objetos e vídeos, a mostra ensina
como enxergar e entender sob várias óticas a fina
camada que cobre o corpo humano. Há, por exemplo, um sepultamento
pré-histórico feito há nove mil anos, achado
num sítio arqueológico na Serra do Cipó, em
Minas Gerais, no qual ainda se podem ver os vestígios da
cor ocre com que os mortos eram pintados. No simbolismo da pele,
encanta a variedade de desenhos com os quais os índios kadiwéu
cobriam seus corpos e objetos. Em matéria de cena teatral,
surpreende a fartura de apetrechos de maquiagem da cantora lírica
Nadyr de Mello, famosa no Rio dos anos 40 e 50. E, na arte da tatuagem,
vem da Polinésia milenar os melhores exemplos, seguidos da
África e suas cicatrizes, formando belos desenhos étnicos
na pele negra. É uma exposição que traz muita
arte, protesto e sobretudo culto à beleza. (C.C.)
Vale a pena
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