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Concerto
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Divulgação |
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a aura em apresentações de qualidade |
Orquestra
Filarmônica de Israel (São Paulo, Sala São
Paulo, de 4 a 6; e Rio de Janeiro, Theatro Municipal, dia 7)
Há 24 anos sob a direção musical do indiano
Zubin Mehta e em quase sete décadas de existência,
a orquestra de 110 músicos vem acumulando um repertório
admirável, com destaque para as obras românticas de
Bruckner, Mahler e Strauss. Nos diversos programas, entre outras
peças, estão previstos o Concerto para trompa e
orquestra nº 1, de Strauss, a Sinfonia nº 1, em
dó, opus 21, de Beethoven, a Sinfonia nº 35,
em ré, K. 385, de Mozart, e a Sinfonia nº 5,
em dó sustenido, de Mahler, uma das especialidades de
Mehta. Conhecida desde a sua criação, em 1936, como
uma orquestra de solistas, a Filarmônica de Israel
tem no currículo apresentações históricas
com convidados do quilate dos pianistas Arthur Rubinstein e Claudio
Arrau e dos violoncelistas Pablo Casals e Mstislav Rostropovitch.
Nomeado diretor musical vitalício desde 1981, Mehta mantém
a aura de virtuose que sempre marcou a orquestra, garantindo concertos
de qualidade. (Ivan Claudio)
Não perca
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Livros
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Sala São Paulo café, ferrovia e a metrópole
(Edições Arquivo do Estado, 230 págs.,
R$ 69) Em meio a tanta decadência visual, social e
econômica, a capital paulista ganhou um pouco mais de beleza
e cultura com a inauguração, em julho de 1999, do
complexo Estação Júlio Prestes, onde está
situada a moderníssima Sala São Paulo. Trata-se de
um local único de concertos na América Latina, com
uma das melhores acústicas do mundo, que une tecnologia a
um passado resgatado pela primorosa restauração realizada
naquele espaço. A ferrovia e sua estação fazem
parte da história paulistana. Pensando assim, o historiador
José Roberto Walker aproveitou a oportunidade de fazer uma
edição sobre a Sala São Paulo para entrelaçá-la
às origens da maior metrópole da América do
Sul. O resultado está neste bem cuidado livro, recheado de
fotos históricas e atuais, feitas com rigor detalhista por
Iatã Canabrava. Em seis capítulos, o leitor pode acompanhar
desde quando a cidade era base dos bandeirantes até os dias
de hoje, com direito a todo o processo de restauração
da Sala São Paulo. (Apoenan Rodrigues)
Leia sem parar
No silêncio das nuvens (Global Editora, 224 págs.,
R$ 28) Melancolia e morte são alguns dos elementos
presentes nesta recém-lançada obra da escritora catarinense
Edla Van Steen. São quatro contos e uma novela que misturam
romance, suspense, tragédia e até um certo realismo
fantástico. Em geral, os personagens são pessoas maduras,
bem estabelecidas na vida e solitárias. Invariavelmente,
não sabem como lidar com o amor. Na novela que dá
nome ao livro, por exemplo, Edla conta a história de quatro
amigos talentosos uma cantora, um pintor, um radialista e
uma leitora de poesias , que se reencontram depois de anos
de afastamento. A narrativa, com espaço para um triângulo
amoroso mal resolvido, é densa e o final surpreende, mas
sem fugir do tom que percorre toda a obra. (Luiz Chagas)
Leia com atenção
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Flavio Colker/Divulgação
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| Müller
e Mello: orgia e carnaval |
Esperando
Godot (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro)
Todo o vazio existencial e o niilismo do irlandês Samuel Beckett
estão presentes na montagem desta peça assinada por
José Celso Martinez Corrêa. Só não tem
a poesia becketiana. A lacuna, no entanto, é preenchida com
humor pela realidade das referências como o apagão,
Silvio Santos, sexo e outras mazelas tupiniquins. No Godot
de Zé Celso, os vagabundos Wladimir (Selton Mello) e Estragão
(Otávio Müller) passam mais de duas horas matando tempo,
pasmaceira quebrada pela triunfal chegada do cáuboi estilizado
Pozzo (Xando Graça) e seu escravo Lucky (Fernando Alves Pinto),
vestido de porteiro de hotel de luxo, deslizando sobre patins. Em
ritmo de perplexidade, Zé Celso injeta orgia e carnaval ao
criativo espetáculo, que só peca por um longo e dispensável
tempo de duração. Aplausos também para a cenografia
enxuta de Gringo Cardia e à bela iluminação
de Ricardo Marañez. (C.C)
Vale a pena
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