EDIÇÃO Nº 1661
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EM CARTAZ
Concerto
 

Divulgação
Mantendo a aura em apresentações de qualidade

Orquestra Filarmônica de Israel (São Paulo, Sala São Paulo, de 4 a 6; e Rio de Janeiro, Theatro Municipal, dia 7) – Há 24 anos sob a direção musical do indiano Zubin Mehta e em quase sete décadas de existência, a orquestra de 110 músicos vem acumulando um repertório admirável, com destaque para as obras românticas de Bruckner, Mahler e Strauss. Nos diversos programas, entre outras peças, estão previstos o Concerto para trompa e orquestra nº 1, de Strauss, a Sinfonia nº 1, em dó, opus 21, de Beethoven, a Sinfonia nº 35, em ré, K. 385, de Mozart, e a Sinfonia nº 5, em dó sustenido, de Mahler, uma das especialidades de Mehta. Conhecida desde a sua criação, em 1936, como uma “orquestra de solistas”, a Filarmônica de Israel tem no currículo apresentações históricas com convidados do quilate dos pianistas Arthur Rubinstein e Claudio Arrau e dos violoncelistas Pablo Casals e Mstislav Rostropovitch. Nomeado diretor musical vitalício desde 1981, Mehta mantém a aura de virtuose que sempre marcou a orquestra, garantindo concertos de qualidade. (Ivan Claudio)
Não perca

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Livros
 
 Veja algumas fotos do livro Sala São Paulo - café, ferrovia e a metrópole
Sala São Paulo - café, ferrovia e a metrópole

Sala São Paulo – café, ferrovia e a metrópole (Edições Arquivo do Estado, 230 págs., R$ 69) – Em meio a tanta decadência visual, social e econômica, a capital paulista ganhou um pouco mais de beleza e cultura com a inauguração, em julho de 1999, do complexo Estação Júlio Prestes, onde está situada a moderníssima Sala São Paulo. Trata-se de um local único de concertos na América Latina, com uma das melhores acústicas do mundo, que une tecnologia a um passado resgatado pela primorosa restauração realizada naquele espaço. A ferrovia e sua estação fazem parte da história paulistana. Pensando assim, o historiador José Roberto Walker aproveitou a oportunidade de fazer uma edição sobre a Sala São Paulo para entrelaçá-la às origens da maior metrópole da América do Sul. O resultado está neste bem cuidado livro, recheado de fotos históricas e atuais, feitas com rigor detalhista por Iatã Canabrava. Em seis capítulos, o leitor pode acompanhar desde quando a cidade era base dos bandeirantes até os dias de hoje, com direito a todo o processo de restauração da Sala São Paulo. (Apoenan Rodrigues)
Leia sem parar

 Leia trecho do livro No silêncio das nuvens
De madrugada perde-se o pudor

No silêncio das nuvens (Global Editora, 224 págs., R$ 28) – Melancolia e morte são alguns dos elementos presentes nesta recém-lançada obra da escritora catarinense Edla Van Steen. São quatro contos e uma novela que misturam romance, suspense, tragédia e até um certo realismo fantástico. Em geral, os personagens são pessoas maduras, bem estabelecidas na vida e solitárias. Invariavelmente, não sabem como lidar com o amor. Na novela que dá nome ao livro, por exemplo, Edla conta a história de quatro amigos talentosos – uma cantora, um pintor, um radialista e uma leitora de poesias –, que se reencontram depois de anos de afastamento. A narrativa, com espaço para um triângulo amoroso mal resolvido, é densa e o final surpreende, mas sem fugir do tom que percorre toda a obra. (Luiz Chagas)
Leia com atenção

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Teatro
 

Flavio Colker/Divulgação
Müller e Mello: orgia e carnaval

Esperando Godot (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro) – Todo o vazio existencial e o niilismo do irlandês Samuel Beckett estão presentes na montagem desta peça assinada por José Celso Martinez Corrêa. Só não tem a poesia becketiana. A lacuna, no entanto, é preenchida com humor pela realidade das referências como o apagão, Silvio Santos, sexo e outras mazelas tupiniquins. No Godot de Zé Celso, os vagabundos Wladimir (Selton Mello) e Estragão (Otávio Müller) passam mais de duas horas matando tempo, pasmaceira quebrada pela triunfal chegada do cáuboi estilizado Pozzo (Xando Graça) e seu escravo Lucky (Fernando Alves Pinto), vestido de porteiro de hotel de luxo, deslizando sobre patins. Em ritmo de perplexidade, Zé Celso injeta orgia e carnaval ao criativo espetáculo, que só peca por um longo e dispensável tempo de duração. Aplausos também para a cenografia enxuta de Gringo Cardia e à bela iluminação de Ricardo Marañez. (C.C)
Vale a pena

 

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