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Jader pede licença da presidência
do Senado por 60 dias
Leia aqui a íntegra do pedido
Ana Cristina Aleixo
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) pediu nesta sexta-feira 20 licença
da presidência do Senado por 60 dias "para que tudo possa ser esclarecido".
Em carta encaminhada ao vice-presidente do Senado, Edison Lobão
(PFL-MA), que assumiu o seu lugar, informa que tomou a iniciativa
pelo "profundo respeito" que dedica ao Senado. Ele espera preparar
sua defesa nas acusações contra ele de desvios de verbas do Banco
do Estado do Pará (Banpará), da extinta Superintendência de Desenvolvimento
da Amazônia (Sudam) e da emissão irregular de Títulos da Dívida
Agrária (TDAs). E, agora, deverá explicar ainda mais uma conversa
telefônica gravada a que ISTOÉ teve acesso. Há pouco mais de três
anos, o deputado estadual Mário Frota que, na época, coordenava
o escritório da Sudam em Manaus, ligou para o empresário David Benayon
para informar que Jader exigia um pedágio de US$ 5 milhões para
autorizar um financiamento de US$ 40 milhões pela Sudam. Se continuar
na mesma linha, Jader deve insistir no discurso de que é vítima,
há pelo menos 15 meses, de um "denuncismo desumano". Antes de embarcar
num vôo para o Pará, onde permanece nos próximos dois meses, afirmou
que provará sua inocência em cada caso, sem desconfiar dessa próxima
denúncia. Disse ainda que o pedido de licença é uma inequívoca demonstração
de desprendimento e correção.
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