| ARTES
& ESPETÁCULOS |
11/07/2001 |
Cinema
I
É
animal!
Eddie
Murphy acha seu filão com bichinhos
Luiz
Chagas
|
Divulgação
|
 |
|
Dolittle:
capacidade de ouvir e falar com os irracionais
|
Após passar maus pedaços ouvindo animais falar em
Dr. Dolittle, rodado em 1998, Eddie Murphy volta a encarnar o médico
simpático em Dr. Dolittle 2 (Dr. Dolittle 2, Estados
Unidos, 2001), cartaz nacional na sexta-feira 13. A novidade é
que agora a falação vem do próprio Dolittle/Murphy.
Ele dedica a maior parte de seu tempo discursando a favor das cruzadas
ecológicas contra desmatamentos e extinção
de determinadas espécies e tentando abafar contendas domésticas
diante da ira das filhas rebeldes Maya (Kyla Pratt) e Charisse (Raven-Symoné)
e da mulher entediada Lisa (a belíssima Kristen Wilson),
mesma turma do primeiro filme. Murphy novamente está bem
à vontade no papel. Finalmente superou a indefinição
entre o humor sofisticado do início da carreira exibido no
programa de televisão Saturday night live e os filmes de
ação que o tornaram milionário, especialmente
as séries 48 horas (I e II) e Um tira da pesada
(I, II e III).
Como herói infanto-juvenil, personagem que vem abraçando
desde O professor aloprado já com dois episódios,
um de 1996 e outro de 2000 , Murphy também conseguiu
driblar a decadência de machão negro das telas. À
frente de comédias inocentes sua histrionice aflora, principalmente
quando tem animais como parceiros de drama. Neste Dolittle 2,
por exemplo, são divertidos os diálogos travados com
o urso Archie, um animal criado em cativeiro, mimado e metido a
playboy, interpretado por Tank, um ursão de verdade,
de 360 quilos e 2,10m de altura. O riso repete-se na cena da debandada
dos animais, na qual dois ou três corvos cruzam a tela estabanados,
grasnando nunca mais, nunca mais!. Se o poeta americano
Edgar Allan Poe soubesse... 
|