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Discos
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Divulgação
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Air: som eletrônico e acústico com letras em inglês e japonês |
10 000 hz legend, com Air (Virgin) Pródiga
em ótimas idéias musicais, a dupla francesa formada
por Jean-Benoit Dunckel e Nicolas Godin realizou um trabalho bizarro
e hipnótico, que mais parece trilha sonora de um tempo futuro.
Adepto das misturas mais absurdas, o duo de Versalhes casou batidas
eletrônicas com harpa, flautas e cordas, usou vozes distorcidas
junto a límpidos acordes de violão e cometeu a ousadia
de mesclar letras em inglês e japonês num coquetel inventivo,
melódico, delicado e com altas doses de sarcasmo. No primeiro
CD, Moon safari, Air lembrava Burt Bacharach. Desta vez está
mais para Pink Floyd combinado ao canto sussurrado do conterrâneo
Serge Gainsbourg, como na balada How does it make you feel?
(I.C.)
Ouça sem parar
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Pequenos espiões (cartaz nacional na sexta-feira
6) A fórmula é infalível. Quando os
papais correm perigo, como no caso de Gregorio (Antonio Banderas)
e Ingrid Cortez (Carla Gugino), a única salvação
possível deve vir dos filhos. Assim, o roteirista, produtor
e diretor Robert Rodriguez achou por bem dotar sua história
de bons sentimentos em relação à família
e enfatizar a importância da auto-estima. Uma saída
honrosa para o autor do fenômeno independente El mariachi,
de enredo violento e amoral. Pai de três filhos, Rodriguez
ateve-se só ao permitido, misturando as ameaças virtuais
feitas pelo personagem de programas infantis Fegan Floop (Alan Cumming)
com a megalomania do Senhor Lisp (Robert Patrick) e da sedutora
Senhora Gradenko (Teri Hatcher). Com a pirotecnia habitual, o diretor
realizou um filme para todas as idades. (L.C.)
Vale a pena
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Arte
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GUACHE de Sacilotto: divertidos jogos óticos |
Sacilotto
(Galeria Sylvio Nery, São Paulo) Pequenos quadrados,
retângulos, triângulos e círculos dançam
no espaço, criando divertidos paradoxos visuais nos 31 desenhos
em guache preto-e-branco do pintor e desenhista paulista Luiz Sacilotto.
Um dos pioneiros da arte concreta no Brasil, Sacilotto demonstra
nesta série de trabalhos, realizada entre 1974 e 1982, uma
atração irrefreável pela chamada optical art,
aquele estilo que leva ao limite os jogos e as ilusões de
ótica. Diante do emaranhado geométrico, basta dar
asas à imaginação para que tabuleiros de xadrez
ganhem aparência de almofadas quadriculadas, triângulos
pontiagudos se transformem numa coreografia de projéteis
e planos repetidos virem verdadeiros foles de sanfona. (I.C.)
Vale a pena
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Vida
noturna
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Bar
Astor cozinha boêmia
(Rua Delfina 163, Vila Madalena, São Paulo ) Dos mesmos
donos do Pirajá e do Original dois botecos moderninhos
de sucesso em Sampa , o Astor nasceu da feliz idéia de
se criar uma atmosfera ao mesmo tempo íntima e informal. O
projeto, assinado pelo badalado cenógrafo Felippe Crescenti,
se vale de madeira, azulejos, colunas, espelhos e materiais de demolição,
com destaque para o balcão de mármore, de seis metros
de comprimento, que começou a ser desgastado há 100
anos, num bar da Filadéfia, Estados Unidos. Também em
sintonia com o passado, a chef-consultora Ana Soares recuperou receitas
antigas para o cardápio, como os sanduíches de atum
e salmão à moda do lendário Harrys Bar
de Veneza, pastéis de bacalhau, estrogonofe ou steak tartar.
Dividido em dois ambientes de dois níveis, ligados por uma
escada de onde se contempla a câmara frigorífica cercada
por paredes de vidro, o Astor é daqueles lugares onde o bom
papo parece nunca terminar. (L.C.)
Vá sem medo
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