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Evento
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Divulgação
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Stockhausen: vanguarda erudita e avô do tecno |
Carlton Arts (Moinho Eventos, São Paulo, de 25 a
1º) Durante sete dias a modernidade sacudirá
São Paulo com uma grande maratona multicultural. Entre as
atrações mais esperadas está o alemão
Karlheinz Stockhausen, considerado o maior compositor erudito contemporâneo
e avô da música eletrônica. No programa A ele
apresentará Oktophonie e Kontakte; e no B Hymnem
I + II e III + IV. Representando o cinema, o diretor canadense
David Cronenberg, autor de filmes como A mosca, Scanners
sua mente pode destruir, Crash estranhos prazeres
e o inédito eXistenZ, será homenageado através
de várias mostras de cinema, vídeo e objetos de cena
intitulada O homem e a máquina. Nas artes cênicas,
Robert Lepage célebre encenador canadense e líder
da companhia Ex Machina comandará quatro sessões
de The far side of the moon, com música de Laurie
Anderson. Para quem ainda tiver fôlego, são também
recomendados os desfiles contínuos da badalada grife Imitation
of Christ e a instalação interativa Exquisite
corpse, com imagens de mais de 40 artistas e fotógrafos.
(L.C.)
Não perca
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Davidson e Glover: negro em negro |
A hora do show (em cartaz no Rio de Janeiro e São
Paulo na sexta-feira 29) Bamboozled, título
original deste novo filme de Spike Lee, foi tirado de um discurso
do líder negro Malcon X. Significa algo como macaquear,
expressão obviamente pejorativa. Mas na fita ela faz sentido
ao se saber a história de Pierre Delacroix interpretação
excelente de Damon Wayans , um pedante produtor de televisão
que, desiludido com a direção da emissora, cria um
programa super-racista só para ser despedido. No entanto,
para sua surpresa a atração faz o maior sucesso e
Delacroix se transforma num maníaco patético. Apresentado
por dois dançarinos negros, Mantan (Savion Glover) e Womack
(Tommy Davidson), que inclusive pintam propositadamente o rosto
de preto, o show instiga o ódio do rapper Julius (Mos Def).
São estes toques tragicômicos, além de instantes
de violência explícita, que fazem de A hora do show
um filme no mínimo assustador, tanto para brancos quanto
para negros. (L.C.)
Não perca
Brother, a máfia japonesa Yakuza em Los Angeles (em
cartaz no Rio de Janeiro e São Paulo na sexta-feira 29)
Quando ambientados no Japão, os filmes de Takeshi Kitano
já eram estranhos sob a ótica ocidental em razão
do tom zen-existencialista e da ética samurai. Imagine agora
em que a ação foi transferida para a frieza arquitetônica
de Los Angeles. Cheia de tempos mortos, a história acompanha
a trajetória do ultra-cool Yamamoto (Takeshi Kitano), um
membro da Yakuza que foge para os Estados Unidos. Brother
não é um filme agitado, na linha hollywoodiana de
policiais. Em compensação, entre haraquiris e sanguinários
acertos de contas filmados sem nenhum apelo à violência
, o diretor-ator mais uma vez enfrenta o vazio da vida com
o calor da amizade. (I.C.)
Vale a pena
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Concerto
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Ute
Lemper, de Kurt Weill a Nick Cave (Teatro
Cultura Artística, São Paulo, de 25 a 27) Qualquer
semelhança entre a bela figura esguia e loira da alemã
Ute Lemper com a atriz e cantora Marlene Dietrich não é
mera coincidência. Ute é uma intérprete que
tem revigorado a música de cabaré, gênero que
sua conterrânea defendeu com pompa e circunstância.
Cantora, atriz e bailarina, a diva de 37 anos trafega com igual
brilho pelo universo erudito e popular. Misturando canções
da dupla Bertolt Brecht/Kurt Weill com composições
de Nick Cave, Elvis Costello e Tom Waits, entre outros, ela produziu
um repertório eclético, sofisticado e doloroso.
(I.C.)
Não perca
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