| MEDICINA
& BEM ESTAR |
06/06/2001 |
Ao
natural - continuação
Juliane
Zaché
| Carlos
Magno |
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O cantor Luiz Melodia costuma tomar fitoterápicos, principalmente
para tratar gripes e resfriados |
Efeito Contra a impotência, a planta é
benéfica porque melhora a circulação sanguínea,
o que facilita a irrigação do pênis e sua ereção.
Alves vê ainda mais uma vantagem em usar a Tribulus em vez
do Viagra. A pílula ajuda apenas na vascularização
local, enquanto a planta atua no sistema nervoso, no raciocínio
e na memória, sendo que a boa performance sexual também
é consequência da melhora geral da saúde,
justifica. Até o momento, Alves não notou nenhum efeito
colateral em seus pacientes. Mas o médico não recomenda
a planta, por exemplo, para quem já teve câncer de
próstata. Isso porque a doença está ligada
ao aumento da testosterona, esclarece. O especialista também
ressalta a importância do acompanhamento médico durante
o tratamento com a planta indiana.
| ESPINHEIRA-SANTA |
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| Úlcera
Um laboratório começa a testar a ação da planta contra o problema
em seres humanos |
Mas os nossos quintais também têm opções
naturais para problemas sexuais, assim como outras alternativas
para tratar diversas doenças. No primeiro caso, a sabedoria
popular recomenda a nó-de-cachorro (Heteropterys aphrodisiaca
O. Mach), muito encontrada na região do Pantanal. Lá,
usam-se a raiz e a casca da erva, curtidas na cachaça, para
preparar uma bebida com suposto efeito afrodisíaco. Por enquanto,
essa ação ainda não foi testada. O interesse
dos cientistas em relação ao vegetal está no
campo da memória e do aprendizado. Pesquisadores da Unifesp
fizeram estudos com ratos jovens e velhos. Para testar a memória
dos roedores, os animais foram colocados em uma caixa com compartimentos
que levavam a uma isca. Dentro dela havia um equipamento que dava
choques se os bichos encostassem o nariz no local, instalado próximo
ao alimento. Os ratos jovens aprenderam rapidamente que não
deviam atravessar a caixa, mas os idosos demoraram um pouco para
perceber isso, conta Elisaldo Carlini, professor do departamento
de psicobiologia da Unifesp. Depois, durante sete dias todos os
animais beberam um líquido à base do extrato da planta
nó-de-cachorro. Novamente, eles foram colocados à
prova. Só que dessa vez os ratos idosos aprenderam a lição
tão bem quanto os jovens.
| André
Dusek |
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Roseclair (à direita) sempre recorre a remédios naturais, tradição
passada aos filhos Jade e Ubiatan |
Sucesso A experiência teve tanta repercussão
que o Laboratório Biossintética, de São Paulo,
adquiriu a patente da planta e está realizando pesquisas
mais avançadas. O nosso objetivo é criar no
futuro um medicamento eficaz contra a perda de memória,
informa Márcio Falci, diretor médico do laboratório.
Falci também vê outras qualidades que justificam o
investimento de R$ 2 milhões na planta nó-de-cachorro.
Para ele, o desenvolvimento de produtos fitoterápicos é
trabalhoso, mas o processo é menos complexo do que fabricar
remédios químicos. A sabedoria popular já
te dá pistas importantes sobre o uso medicinal das plantas,
enquanto no caso dos sintéticos é preciso desenvolver
uma molécula, acrescenta.
| Max
G Pinto |
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A advogada Regina escolheu o óleo de prímula para acabar com
as dores musculares provocadas pela TPM |
Outro laboratório que também está interessado
nas pesquisas da Unifesp é o Aché, que criou uma área
de fitoterápicos. Mas a empresa está atenta à
famosa espinheira-santa (Maytenus ilicifolia), que combate
a úlcera inflamação da parede estomacal.
Estamos começando os estudos com voluntários,
afirma José de Mello. No departamento dedicado ao mundo verde,
estão em estudos o efeito terapêutico de plantas como
a erva-baleeira, conhecida popularmente por atuar como antiinflamatório
e também por agir contra a úlcera. O laboratório
pretende desenvolver remédios a partir desses trabalhos.
O Aché tem ainda projetos na região de Tocantins para
analisar o potencial da vegetação do cerrado.
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