| ARTES
& ESPETÁCULOS |
06/06/2001 |
Cinema
II
De
salto alto
Rodrigo
García retrata o universo feminino
Ivan
Claudio
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Europa
Filmes/Divulgação
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Glenn:
vida solitária no tarô
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Filho do escritor colombiano Gabriel García Márquez,
Rodrigo García poderia ter escolhido algum enredo social
ou do realismo mágico, típico da lavra do pai, para
marcar sua estréia na direção. Preferiu, no
entanto, uma história própria, urbana e intimista
sobre seis mulheres no momento de transformação de
suas vidas. Coisas que você pode dizer só de olhar
para ela (Things you can tell just by looking at her, Estados
Unidos, 2000) em cartaz no Rio de Janeiro e estréia
em São Paulo prevista para a sexta-feira 8 conseguiu
reunir Glenn Close, Holly Hunter e Cameron Diaz, que trabalharam
por um cachê bem abaixo dos seus. Glenn dá um show
de interpretação como a dra. Elaine Keener, que contrata
uma leitora de tarô para dizer tudo o que ela já sabe
sobre sua solidão ao lado da mãe inválida.
Estruturado em episódios, o enredo prossegue com a decisão
da gerente de banco Rebecca (Holly Hunter) em fazer um aborto. Na
sequência, acompanha-se a intimidade da leitora de tarô
Christine (Calista Flockhart), da escritora de livros infantis Rose
(Kathy Baker), da professora cega Carol (Cameron Diaz) e da policial
Kathy (Amy Brenneman). Aos poucos, suas trajetórias vão
se cruzando e, ao final, o que parecia um festival de curtas-metragens
converge para um retrato multifacetado da vida afetiva de quem vive
este início de milênio. 
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