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Show
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Fotos: Divulgação
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Shep: jazz com pitadas de blues e gospel |
Chivas Jazz Festival (São Paulo, Directv Music Hall;
e Rio de Janeiro, Garden Hall, em edição simultânea
de 6 a 9) Considerado um dos maiores teóricos do jazz
moderno, estudioso da cultura afro-americana e autor de teatro,
o saxofonista Archie Shepp será uma das principais atrações
da segunda edição do festival, evento brasileiro que
está pretendendo se firmar como o único dirigido essencialmente
ao jazz e que neste ano inclui músicos nacionais no programa.
Shepp virá com seu quarteto apresentar um free jazz confeitado
de blues, gospel e temperos da música negra americana. Outro
destaque é o Bill Frisell Quartet, cujo guitarrista e líder
já foi chamado de Clark Kent da guitarra por
ser tímido, mas, no palco, provocar verdadeiros incêndios
musicais com uma mistura de blues influenciada pelo som eletrônico.
Para os admiradores do canto, a noite do Carmen Lundy Quartet é
a mais recomendada. Ela já interpretou Billie Holiday numa
montagem off-Broadway e diz incorporar pinceladas dos estilos de
Sarah Vaughan e Betty Carter. O que não é pouco. (A.R.)
Vale a pena
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Discos
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E la nave và (doppo Fellini), com Chico e Paulo Caruso
e o Conjunto Nacional (Som Livre) Certamente há mais
motivos para chorar do que para rir no Brasil dos grandes escândalos.
Mas a trupe musical comandada pelos cartunistas irmãos Caruso
que inclui o saxofonista Luiz Fernando Verissimo
soube como ninguém transformar a desgraça em
piada, num disco de verve satírica e no qual grandes verdades
são ditas de maneira divertida. Na faixa O cassino da
U.R.V., por exemplo, eles alfinetam: Venha conhecer nossa
equipe/O Armínio Fraga e o Fernando Henrique/São excelentes
croupiês/Fazendo seu salário desaparecer. O único
problema é que o CD acabou atropelado pelas últimas
notícias, como a violação do painel do Senado
e o risco do apagão. Mas quem conhece os Caruso sabe que
tais assuntos não perdem por esperar. (C.F.)
Ouça com atenção
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| Josephson
e Lena: recordações de Bergman |
Infiel (em cartaz em São Paulo
na sexta-feira 1º) Desde que há 20 anos resolveu
não mais dirigir filmes, o sueco Ingmar Bergman tem entregado
seus roteiros para que a ex-mulher e atriz favorita, Liv Ullmann,
os adapte à tela. Depois de Confissões verdadeiras,
agora ela assina o ótimo Infiel, baseado num trágico
episódio acontecido na vida real com Bergman, interpretado
por Erland Josephson. Para narrar o adultério da atriz de
teatro Marianne (Lena Endre), que se apaixona pelo amigo do marido,
Liv optou pelo engenhoso artifício da ficção
dentro da ficção. Com rara sensibilidade, ela vai
construindo a história através dos depoimentos que
Marianne faz ao Bergman-personagem criando, assim, um clima confessional
e envolvente. (I.C.)
Vale a pena
Caminho sem volta (em cartaz no Rio de Janeiro na
sexta-feira 1º) Após ganhar o Leão de
Prata na Mostra Internacional da Arte Cinematográfica de
Veneza com seu filme de estréia Fuga para Odessa,
de 1994, o cineasta nova-iorquino James Gray, 24 anos, continua
demonstrando em seu segundo longa-metragem que tem um futuro luminoso.
Estrelado pelos jovens Mark Wahlberg, Joaquin Phoenix e Charlize
Theron e ancorado pelos veteranos James Caan e Faye Dunaway, Caminho
sem volta é um thriller sombrio, permeado por uma aura
trágica com um toque shakespeariano. Leo Handler (Wahlberg)
é o herói atormentado em busca da redenção,
que acaba se enredando numa trama sórdida de poder, corrupção
e paixões. O diretor Gray não fez concessões
ao adotar um tom pesado, às vezes incômodo, mas adequado
à tensão permanente da história. (C.F.)
Vale a pena
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