EDIÇÃO Nº 1652
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EM CARTAZ
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Fotos: Divulgação
Shep: jazz com pitadas de blues e gospel

Chivas Jazz Festival (São Paulo, Directv Music Hall; e Rio de Janeiro, Garden Hall, em edição simultânea de 6 a 9) – Considerado um dos maiores teóricos do jazz moderno, estudioso da cultura afro-americana e autor de teatro, o saxofonista Archie Shepp será uma das principais atrações da segunda edição do festival, evento brasileiro que está pretendendo se firmar como o único dirigido essencialmente ao jazz e que neste ano inclui músicos nacionais no programa. Shepp virá com seu quarteto apresentar um free jazz confeitado de blues, gospel e temperos da música negra americana. Outro destaque é o Bill Frisell Quartet, cujo guitarrista e líder já foi chamado de “Clark Kent da guitarra” por ser tímido, mas, no palco, provocar verdadeiros incêndios musicais com uma mistura de blues influenciada pelo som eletrônico. Para os admiradores do canto, a noite do Carmen Lundy Quartet é a mais recomendada. Ela já interpretou Billie Holiday numa montagem off-Broadway e diz incorporar pinceladas dos estilos de Sarah Vaughan e Betty Carter. O que não é pouco. (A.R.)
Vale a pena

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Discos
 

E la nave và (doppo Fellini), com Chico e Paulo Caruso e o Conjunto Nacional (Som Livre) – Certamente há mais motivos para chorar do que para rir no Brasil dos grandes escândalos. Mas a trupe musical comandada pelos cartunistas irmãos Caruso – que inclui o “saxofonista” Luiz Fernando Verissimo – soube como ninguém transformar a desgraça em piada, num disco de verve satírica e no qual grandes verdades são ditas de maneira divertida. Na faixa O cassino da U.R.V., por exemplo, eles alfinetam: “Venha conhecer nossa equipe/O Armínio Fraga e o Fernando Henrique/São excelentes croupiês/Fazendo seu salário desaparecer.” O único problema é que o CD acabou atropelado pelas últimas notícias, como a violação do painel do Senado e o risco do apagão. Mas quem conhece os Caruso sabe que tais assuntos não perdem por esperar. (C.F.)
Ouça com atenção

 

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Cinema

 

 Veja o trailer do filme Infiel
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Josephson e Lena: recordações de Bergman

Infiel (em cartaz em São Paulo na sexta-feira 1º) – Desde que há 20 anos resolveu não mais dirigir filmes, o sueco Ingmar Bergman tem entregado seus roteiros para que a ex-mulher e atriz favorita, Liv Ullmann, os adapte à tela. Depois de Confissões verdadeiras, agora ela assina o ótimo Infiel, baseado num trágico episódio acontecido na vida real com Bergman, interpretado por Erland Josephson. Para narrar o adultério da atriz de teatro Marianne (Lena Endre), que se apaixona pelo amigo do marido, Liv optou pelo engenhoso artifício da ficção dentro da ficção. Com rara sensibilidade, ela vai construindo a história através dos depoimentos que Marianne faz ao Bergman-personagem criando, assim, um clima confessional e envolvente. (I.C.)
Vale a pena

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Caminho sem volta (em cartaz no Rio de Janeiro na sexta-feira 1º) – Após ganhar o Leão de Prata na Mostra Internacional da Arte Cinematográfica de Veneza com seu filme de estréia Fuga para Odessa, de 1994, o cineasta nova-iorquino James Gray, 24 anos, continua demonstrando em seu segundo longa-metragem que tem um futuro luminoso. Estrelado pelos jovens Mark Wahlberg, Joaquin Phoenix e Charlize Theron e ancorado pelos veteranos James Caan e Faye Dunaway, Caminho sem volta é um thriller sombrio, permeado por uma aura trágica com um toque shakespeariano. Leo Handler (Wahlberg) é o herói atormentado em busca da redenção, que acaba se enredando numa trama sórdida de poder, corrupção e paixões. O diretor Gray não fez concessões ao adotar um tom pesado, às vezes incômodo, mas adequado à tensão permanente da história. (C.F.)
Vale a pena

 

 

 

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