EDIÇÃO Nº 1649
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 EDITORIAS
 A Semana
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Educação & Cidadania
 Entrevista
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 Política
 Editorial
 Seções
 SERVIÇOS
 Edições Anteriores
 Biblioteca
 Fale Conosco
 Newsletter
 Assinaturas
 Publicidade
 Expediente
 
 Busca

 Procure outras matérias





 

 

 

 ENTREVISTA
09/05/2001
continua...

‘‘O povo já paga’’
O educador Mario Sergio Cortella critica a idéia de se cobrar mensalidade em universidades públicas e defende a reserva de cotas no mercado de trabalho

Ouça trechos da entrevista
INJUSTIÇA SOCIAL LUTA POR RECURSOS MECÂNICA BURRA
HIGIENIZAÇÃO DO ENSINO DADOS DUVIDOSOS EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
ESCOLAS DE GRIFE A POLÍTICA DE
PAULO FREIRE
ANALFABETISMO DIGITAL
SISTEMA DE CICLOS
É necessário ter instalado os plug-ins
Windows Media Player

 
Comente esta entrevista

Eduardo Marini e Luciana Ackermann

Hélcio Nagamine

"Qualidade para poucos é privilégio"

Mario Sergio Cortella é um daqueles profissionais sempre dispostos a apresentar uma versão resumida do currículo, para facilitar os trabalhos. Ex-secretário municipal de Educação de São Paulo na gestão de Luíza Erundina, autor de uma dezena de livros, apresentador do programa Modernidade, na TV Senac, colunista de jornais e revistas e diretor de pós-graduação em educação da PUC-SP, ele seria capaz de trocar a extensa lista de condecorações intelectuais por uma única frase, dita por seu mestre maior, o professor Paulo Freire: “Cortella é um dos raros filósofos da educação que pensam o novo.” Definição precisa para este educador paranaense de 46 anos que usa todas as suas forças na busca de idéias e ações para ajudar a manter de pé o sistema educacional brasileiro. Um exemplo de seu arrojo foi o lançamento dos polêmicos ciclos na rede municipal de Educação de São Paulo, em 1992. O sistema ainda substitui, na cidade, a repetência tradicional por avaliações e projetos de recuperação dos alunos. Recentemente, foi obrigado a ficar 14 dias no estaleiro para tratar de um problema congênito no coração. “Gosto de hospital porque é possível ficar quieto com os livros.” É pouco provável que tenha mantido a boca fechada, como afirma. Para esta entrevista a ISTOÉ, Cortella, o primeiro nome a ser lembrado por Marta Suplicy para ocupar a Pasta da Educação na capital paulista, falou por três horas e 15 minutos. Condenou a sugestão do FMI de cobrar mensalidade nas universidades públicas, defendeu o sistema de cotas para o mercado de trabalho e aprovou a decisão do ministro da Educação, Paulo Renato Souza, de expandir o Projeto Bolsa-Escola para todo o País. “Uma boa idéia deve ser usada por todos.”

ISTOÉ – O sr. é a favor de que a universidade pública seja paga, como sugeriu o FMI?
Mario Sergio Cortella – Não, discordo da tese. O pobre continuará sem acesso ao ensino público superior. A solução passa pelo aumento do número de vagas nas universidades públicas, pelo combate à sonegação, pelas reformas para aumentar a arrecadação e, finalmente, pelo aumento do porcentual do PIB gasto em educação. O argumento do FMI é o de que o dinheiro seria investido no ensino fundamental. Ora, os brasileiros, ricos e pobres, pagam imposto suficiente para isso. Na verdade, o povo já paga. É preciso escolher corretamente as prioridades para investir. O governo destina 4% do PIB, taxa equivalente à de muitos países desenvolvidos. Só que esses países não possuem 43 milhões de analfabetos nem ficaram tanto tempo sem programas pesados de injeção de recursos na educação, como ocorreu no Brasil. Todo mundo sabe que não é necessário acelerar muito um carro a 80 km/h para que ele mantenha essa velocidade sem gastar muito combustível. Mas, no início, é preciso pisar firme. Deveríamos estar gastando pelo menos 8% do PIB na área. O governo não poderia colocar tanto imediatamente, mas defendo a participação da iniciativa privada neste bolo voltado para o ensino público, com programas eficazes e as reformas tributária e fiscal. Meses atrás, um grande empresário me perguntou, numa palestra, o que ele deveria fazer, em primeiro lugar, para ajudar a educação. Respondi: “Pague 100% do imposto devido. Se o senhor já faz isso, incentive seus colegas a fazer o mesmo.”

Comente esta entrevista


Leia mais nas próximas páginas:


Qualidade para poucos
Reserva de cotas
Questão de status
Educação caseira
Sistema de ciclos
Professores patifes

volta
 
RUNAS
NUMEROLOGIA
TARÔ ONLINE
HORÓSCOPO
ENQUETE
Se seu filho fosse pego fumando maconha em
uma excursão do colégio, qual deveria ser a atitude da
direção da escola?
• Advertência
• Chamar a polícia
• Expulsão
• Falar com os pais
• Dar orientação psicológica
• Nada, não é grave
• Não sei
Vote aqui
ENQUETE 2
Quem você considera mais preparado para assumir a Presidência em 2003?
• Anthony Garotinho
• Ciro Gomes
• Eduardo Suplicy
• Itamar Franco
• José Serra
• Lula
• Paulo Renato
• Pedro Malan
• Pedro Simon
• Tasso Jereissati
• Nenhum dos anteriores
Vote aqui
OUTRAS ENQUETES
FÓRUM
Qual sua opinião sobre a reserva de vagas para minorias no mercado de trabalho?
A instituição deste sistema poderá acabar com a discriminação
no emprego?
OUTROS FÓRUNS

| DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ÁGUA NA BOCA |ISTOÉ DIGITAL| EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1999/2001 Editora Três