| ARTES
& ESPETÁCULOS |
25/04/2001 |
Cinema
II
Morte
ao vivo
15
minutos mostra caça a assassinos
que matam para aparecer na tevê
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Divulgação
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Burns
e De Niro: contra o talento criminal de uma dupla de bandidos
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Todo mundo já está careca de saber, ou de ouvir,
a determinante frase do falecido artista pop Andy Warhol de que
no futuro cada pessoa seria famosa por 15 minutos. É em torno
desta obsessão pela notoriedade que o diretor John Herzfeld
construiu 15 minutos (15 minutes, Estados Unidos, 2001),
estréia nacional na sexta-feira 27. Na história, o
detetive Eddie Fleming (Robert De Niro) é uma espécie
de popstar das algemas, cujas diligências são acompanhadas
e glamourizadas pela televisão. Até ele se deparar
com o talento criminal de uma dupla de bandidos do Leste Europeu.
O policial passa, então, a contar com a colaboração
do investigador Jordy Warsaw (Edward Burns), um profissional à
moda antiga, apesar de jovem. A partir daí fica estabelecido
um jogo maquiavélico com os policiais, depois que um dos
marginais, o tcheco Emil Slovak (Karel Roden), tem todos os seus
movimentos filmados pelo comparsa, o russo Oleg Razgul (Oleg Taktarov),
um brutamontes maníaco por Frank Capra e cinema americano.
Como gostam do resultado, começam a enviar aos policiais
vídeos exibindo suas façanhas.
Razgul sabe que o registro dos assassinatos, emoldurados por declarações
alucinadas e cenas grotescas, certamente fará sucesso na
televisão americana. Desde sua chegada aos Estados Unidos,
ele habituou-se a assistir aos programas sensacionalistas. Com estes
conceitos, desenvolveu sua própria idéia sobre a América,
país onde, segundo ele, qualquer pessoa pode ser perdoada
de seus crimes se os confessar na tevê. Valendo-se desta relação
equivocada, o diretor Herzfeld brinca o tempo todo com a linguagem
do cinema, alternando película e vídeo, conforme a
dupla marginal vai construindo seu próprio filme. Outra grande
vantagem de 15 minutos é ter a volta do ator
De Niro, há tempos acomodado em desempenhos e filmes burocráticos.
L.C. 
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