EDIÇÃO Nº 1647
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EM CARTAZ
Cinema
 

 Veja o trailer do filme Condenado à liberdade
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Divulgação
Mylla e Gonçalves: alpinista social e rebelde

Condenado à liberdade (cartaz nacional) – Casal proeminente da sociedade de Brasília aparece morto no quarto. Duas hipóteses são apressadamente levantadas. Primeiro, assassinato seguido de suicídio. Depois, a culpa recai sobre Maurinho (André Gonçalves, em sua estréia no cinema), o filho rebelde. Qualquer semelhança com o famoso crime da rua Cuba, ocorrido em dezembro de 1988, em São Paulo, é mera coincidência. O filme não assume a inspiração com o que se tornou um clássico na crônica policial brasileira, até porque consegue avançar na comparação. Seu trunfo é expor com coragem o sórdido jogo de corrupção que infecta o poder no País. No entanto, se a trama é interessante, a realização poderia ser mais caprichada. Sobram situações-clichês no conflito entre pai e filho por causa da namorada Ângela (Mylla Christie) – uma alpinista social – e diálogos e personagens secundários que poderiam ser eliminados. (C.F.) Vá se tiver tempo

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Livros

 Leia trecho do livro Os templários
Imediatamente o executou

Os Templários (Imago, 368 págs., R$ 40), de Piers Paul Read – Há semanas na lista dos mais vendidos, o livro vem beneficiado pela aura que cerca a famosa ordem criada no século XII. Os Templários seriam os guardiães do Santo Graal, dos arcanos mistérios do antigo Egito, repassados às lojas maçônicas, e os descendentes de uma improvável união entre Jesus Cristo e Maria Madalena, além de inspiradores das SS de Hitler. São mitos que o livro de Read se encarrega de desfazer. Ao contar a história de uma organização multinacional, cuja finalidade era policiar todos os lugares onde os cristãos fossem ameaçados, o autor faz um sucinto inventário das religiões formadoras dos pilares de nossa civilização na qual, durante séculos, o cristianismo, o judaísmo e o islamismo vêm cultivando suas tradições, não raro antagônicas. (L.C.) Leia sem parar

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Arte
 


Suave: visão e olfato (Terra Madre Design, São Paulo) – Flores raras e exóticas decoram as 15 novas pinturas do arquiteto e artista plástico Ciro Ponte. Feitas em óleo sobre madeira e emolduradas por assimétricas grades de alumínio, as obras exibem uma clara preocupação ecológica. A começar pelo tema, que elegeu objetos e plantas comuns nas casas e sobrados de antigamente, como lanternas japonesas, flores de maracujá e outras flores pouco vistas nas cidades, como o mulungu do litoral. Coerente nas escolhas, Ponte optou por trabalhar com madeiras de reflorestamento e alumínio reciclado. Ao documentar a flora brasileira, o artista se alinha a uma tradição que remonta aos pintores viajantes.Conheça a obra de CIro Ponte em www.artexpociroponte.com.br(I.C.)
Vale a pena

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Teatro

Divulgação
Andréa, Ana Beatriz e Eliane: intérpretes de um texto de alta qualidade

A memória da água (Teatro das Artes, Rio de Janeiro) – Por mais que se invente, o primeiro passo para um espetáculo teatral ser grande é um bom texto. E este, da inglesa Shelagh Stephenson, é de uma qualidade que há muito não se via nos palcos cariocas. Conta a história de três irmãs, Maria (Andréa Beltrão), Catarina (Ana Beatriz Nogueira) e Teresa (Eliane Giardini), que se reencontram para organizar o funeral da mãe. Na ocasião, elas aproveitam para se despirem de antigas invejas e culpas, esclarecer o passado e desembaralhar histórias trocadas. As três atrizes transmitem todo o desequilíbrio necessário, sobretudo Eliane Giardini no papel da mais velha e ressentida. Para destacar a violência do texto ao mesmo tempo mordaz e delicado, sensível e duro, o diretor Felipe Hirsch recorreu a audiovisuais que dão quebras bruscas e imprimem um bom ritmo também pontuado pela ótima trilha sonora, tocada a altos brados. (C.M.) Não perca

 

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