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Cinema
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Divulgação
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| Mylla
e Gonçalves: alpinista social e rebelde |
Condenado à liberdade (cartaz nacional) – Casal proeminente
da sociedade de Brasília aparece morto no quarto. Duas hipóteses
são apressadamente levantadas. Primeiro, assassinato seguido de
suicídio. Depois, a culpa recai sobre Maurinho (André Gonçalves,
em sua estréia no cinema), o filho rebelde. Qualquer semelhança
com o famoso crime da rua Cuba, ocorrido em dezembro de 1988, em
São Paulo, é mera coincidência. O filme não assume a inspiração
com o que se tornou um clássico na crônica policial brasileira,
até porque consegue avançar na comparação. Seu trunfo é expor com
coragem o sórdido jogo de corrupção que infecta o poder no País.
No entanto, se a trama é interessante, a realização poderia ser
mais caprichada. Sobram situações-clichês no conflito entre pai
e filho por causa da namorada Ângela (Mylla Christie) – uma alpinista
social – e diálogos e personagens secundários que poderiam ser eliminados.
(C.F.) Vá se tiver tempo
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Livros |
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Os Templários (Imago, 368 págs., R$ 40), de
Piers Paul Read Há semanas na lista dos mais vendidos,
o livro vem beneficiado pela aura que cerca a famosa ordem criada
no século XII. Os Templários seriam os guardiães
do Santo Graal, dos arcanos mistérios do antigo Egito, repassados
às lojas maçônicas, e os descendentes de uma
improvável união entre Jesus Cristo e Maria Madalena,
além de inspiradores das SS de Hitler. São mitos que
o livro de Read se encarrega de desfazer. Ao contar a história
de uma organização multinacional, cuja finalidade
era policiar todos os lugares onde os cristãos fossem ameaçados,
o autor faz um sucinto inventário das religiões formadoras
dos pilares de nossa civilização na qual, durante
séculos, o cristianismo, o judaísmo e o islamismo
vêm cultivando suas tradições, não raro
antagônicas. (L.C.) Leia sem parar
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Arte
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Suave: visão e olfato (Terra Madre Design,
São Paulo) Flores raras e exóticas decoram
as 15 novas pinturas do arquiteto e artista plástico
Ciro Ponte. Feitas em óleo sobre madeira e emolduradas
por assimétricas grades de alumínio, as obras
exibem uma clara preocupação ecológica.
A começar pelo tema, que elegeu objetos e plantas comuns
nas casas e sobrados de antigamente, como lanternas japonesas,
flores de maracujá e outras flores pouco vistas nas
cidades, como o mulungu do litoral. Coerente nas escolhas,
Ponte optou por trabalhar com madeiras de reflorestamento
e alumínio reciclado. Ao documentar a flora brasileira,
o artista se alinha a uma tradição que remonta
aos pintores viajantes.Conheça a obra de CIro Ponte
em www.artexpociroponte.com.br(I.C.)
Vale a pena
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Teatro
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Divulgação
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| Andréa,
Ana Beatriz e Eliane: intérpretes de um texto de alta
qualidade |
A memória da água (Teatro das Artes,
Rio de Janeiro) Por mais que se invente, o primeiro
passo para um espetáculo teatral ser grande é
um bom texto. E este, da inglesa Shelagh Stephenson, é
de uma qualidade que há muito não se via nos
palcos cariocas. Conta a história de três irmãs,
Maria (Andréa Beltrão), Catarina (Ana Beatriz
Nogueira) e Teresa (Eliane Giardini), que se reencontram para
organizar o funeral da mãe. Na ocasião, elas
aproveitam para se despirem de antigas invejas e culpas, esclarecer
o passado e desembaralhar histórias trocadas. As três
atrizes transmitem todo o desequilíbrio necessário,
sobretudo Eliane Giardini no papel da mais velha e ressentida.
Para destacar a violência do texto ao mesmo tempo mordaz
e delicado, sensível e duro, o diretor Felipe Hirsch
recorreu a audiovisuais que dão quebras bruscas e imprimem
um bom ritmo também pontuado pela ótima trilha
sonora, tocada a altos brados. (C.M.) Não
perca
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