EDIÇÃO Nº 1645
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EM CARTAZ
Cinema
 

 Veja o trailer do filme Dr. T e suas mulheres
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Zade Rosenthal/Divulgação
Shelley e Gere: drible de médico

Dr. T e suas mulheres (cartaz nacional) – Aos 76 anos e distante um quarto de século de Nashville – a obra-chave de seu trabalho –, o diretor americano Robert Altman retoma o conhecido estilo fragmentado no qual tudo é aparentemente caótico, mas no conjunto resulta numa obra de divertido desacato à sociedade americana. O fulcro da ação é o consultório do ginecologista Sullivan Travis (Richard Gere), conhecido como Travis, Sully ou, simplesmente, Dr. T. Centro das atenções de Kate (Farrah Fawcett), a esposa catatônica; Peggy (Laura Dern), a cunhada alcoólatra; Bree Davis (Helen Hunt), a amante exigente; e Carolyn (Shelley Long), a recepcionista e fã número 1, além das filhas, pacientes e as assanhadas de plantão, o médico vive uma espécie de pesadelo ininterrupto, com tanta mulher buzinando à sua volta. Altman está em sua melhor forma e a história é veículo ideal para um Richard Gere outonal esbanjar charme. (L.C.)
Não perca

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Discos

 Ouça trecho do CD Estação da luz
Filho do silêncio
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Estação da luz, com Sérgio Dias (Lotus Music) – Ainda vivendo da lenda criada no Brasil e 30 anos depois no Exterior, o guitarrista parece não ter se desvencilhado do peso de ter participado dos Mutantes, a banda nacional de rock mais importante que o País já gerou. Não exatamente pelo ritmo que continua defendendo neste álbum – afinal, Rita Lee, sua antiga companheira de grupo, embora com atenuações pop, continua militando no rock sem grandes problemas. A estranheza ao ouvir o trabalho de Dias é constatar nas letras como ele permanece atrelado à filosofia de uma época morta e também ao som praticado por Jimi Hendrix e companhia. Talvez a garotada que hoje descobre os Beatles possa curtir como nova a música de Sérgio Dias, mas a impressão é a de que ele vive – e muito bem – nos anos 70. (A.R.)
Ouça com atenção

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Fotografia
 


Chico Albuquerque
Pescadores de Mucuripe pelas lentes de Albuquerque: intenção de registro

Chico Albuquerque – um olhar de mestre (Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro) – Num já longínquo 1942, o fotógrafo cearense Francisco A. Albuquerque (1917-2000) fazia as fotos de cena de É tudo verdade, filme inacabado do consagrado Orson Welles, realizado no litoral do Ceará. Contam que todos os negativos foram levados para os Estados Unidos e até hoje ninguém sabe o que aconteceu com eles. Dez anos depois, o mesmo Chico – à época já um respeitado profissional das lentes na então incipiente área de publicidade no Brasil – voltou à praia de Mucuripe com a intenção de documentar o local e sua gente. O resultado pode ser visto na exposição em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal – cuja restauração custou R$ 12 milhões –, e no livro Mucuripe. São belos retratos das pessoas simples da região, todas em ação no seu ofício, ou então relevando a paisagem tropicalíssima, com seus coqueiros espancados pelo vento e jangadas de velas abertas ou recolhidas, à espera de uma nova aventura num mar quase imaculado. (A.R.)
Vale a pena

 
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Teatro

 Veja o trecho da peça Mais que imperfeito
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Mais que imperfeito (Teatro do Leblon, Rio de Janeiro) – O fato de a comédia romântica ser um gênero leve e, na maioria das vezes, despretensioso, não significa que seja algo fácil de fazer. É o que fica claro na montagem desta peça de Marcelo Rubens Paiva. De humor um pouco amargo, o espetáculo mostra os desencontros amorosos de dois casais. Entre clichês e surpresas – algumas bem boladas –, a peça questiona até que ponto é possível superar uma paixão mal resolvida. Paiva consegue recauchutar piadas gastas, mas a montagem esbarra na falta de criatividade da direção de Rafael Ponzi e na insegurança de Clara Garcia e Ingra Liberato, que, ao contrário de Antônio Gonzalez e Tatu Gabus Mendes, demonstram falta de timing para comédia. (C.M.)
Vá se tiver tempo

 

 

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