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Cinema
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Zade
Rosenthal/Divulgação
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| Shelley
e Gere: drible de médico |
Dr. T e suas mulheres (cartaz nacional) Aos 76 anos
e distante um quarto de século de Nashville
a obra-chave de seu trabalho , o diretor americano Robert
Altman retoma o conhecido estilo fragmentado no qual tudo é
aparentemente caótico, mas no conjunto resulta numa obra
de divertido desacato à sociedade americana. O fulcro da
ação é o consultório do ginecologista
Sullivan Travis (Richard Gere), conhecido como Travis, Sully ou,
simplesmente, Dr. T. Centro das atenções de Kate (Farrah
Fawcett), a esposa catatônica; Peggy (Laura Dern), a cunhada
alcoólatra; Bree Davis (Helen Hunt), a amante exigente; e
Carolyn (Shelley Long), a recepcionista e fã número
1, além das filhas, pacientes e as assanhadas de plantão,
o médico vive uma espécie de pesadelo ininterrupto,
com tanta mulher buzinando à sua volta. Altman está
em sua melhor forma e a história é veículo
ideal para um Richard Gere outonal esbanjar charme. (L.C.)
Não perca
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Discos |
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Estação
da luz, com Sérgio Dias (Lotus Music) Ainda vivendo
da lenda criada no Brasil e 30 anos depois no Exterior, o guitarrista
parece não ter se desvencilhado do peso de ter participado
dos Mutantes, a banda nacional de rock mais importante que o País
já gerou. Não exatamente pelo ritmo que continua defendendo
neste álbum afinal, Rita Lee, sua antiga companheira
de grupo, embora com atenuações pop, continua militando
no rock sem grandes problemas. A estranheza ao ouvir o trabalho
de Dias é constatar nas letras como ele permanece atrelado
à filosofia de uma época morta e também ao
som praticado por Jimi Hendrix e companhia. Talvez a garotada que
hoje descobre os Beatles possa curtir como nova a música
de Sérgio Dias, mas a impressão é a de que
ele vive e muito bem nos anos 70. (A.R.)
Ouça com atenção
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Fotografia
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Chico
Albuquerque
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| Pescadores
de Mucuripe pelas lentes de Albuquerque: intenção de registro |
Chico Albuquerque um olhar de mestre (Centro
Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro) Num
já longínquo 1942, o fotógrafo cearense
Francisco A. Albuquerque (1917-2000) fazia as fotos de cena
de É tudo verdade, filme inacabado do consagrado
Orson Welles, realizado no litoral do Ceará. Contam
que todos os negativos foram levados para os Estados Unidos
e até hoje ninguém sabe o que aconteceu com
eles. Dez anos depois, o mesmo Chico à época
já um respeitado profissional das lentes na então
incipiente área de publicidade no Brasil voltou
à praia de Mucuripe com a intenção de
documentar o local e sua gente. O resultado pode ser visto
na exposição em cartaz no Centro Cultural Justiça
Federal cuja restauração custou R$ 12
milhões , e no livro Mucuripe. São
belos retratos das pessoas simples da região, todas
em ação no seu ofício, ou então
relevando a paisagem tropicalíssima, com seus coqueiros
espancados pelo vento e jangadas de velas abertas ou recolhidas,
à espera de uma nova aventura num mar quase imaculado.
(A.R.)
Vale a pena
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Teatro
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Mais que imperfeito (Teatro do Leblon, Rio de Janeiro)
O fato de a comédia romântica ser um gênero
leve e, na maioria das vezes, despretensioso, não significa
que seja algo fácil de fazer. É o que fica claro
na montagem desta peça de Marcelo Rubens Paiva. De
humor um pouco amargo, o espetáculo mostra os desencontros
amorosos de dois casais. Entre clichês e surpresas
algumas bem boladas , a peça questiona até
que ponto é possível superar uma paixão
mal resolvida. Paiva consegue recauchutar piadas gastas, mas
a montagem esbarra na falta de criatividade da direção
de Rafael Ponzi e na insegurança de Clara Garcia e
Ingra Liberato, que, ao contrário de Antônio
Gonzalez e Tatu Gabus Mendes, demonstram falta de timing para
comédia. (C.M.)
Vá se tiver tempo
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