Sexo
Da lingerie ao vibrador
Feira erótica lança um arsenal de novidades para as mulheres
Leia
também:
Sexo sem limites
Valeria
Propato
 |
| Os
bonecos Billy, sucesso entre os gays, têm 45 cm de altura e
três cm de pênis R$ 100 |
A quinta
edição da Erótika Fair feira de artigos
eróticos que começou quinta-feira 8 e vai até
o dia 13 em São Paulo é dedicada às
mulheres. São elas, na avaliação dos expositores,
quem têm ajudado a movimentar o mercado brasileiro, que hoje
gira em torno de US$ 350 milhões ao ano. O público
feminino é mais curioso, desinibido e se preocupa mais com
as preliminares, teoriza o organizador do evento Evaldo Shiroma.
Dispostos a atiçar a libido e a fantasia delas, os fabricantes
prepararam um arsenal de novidades. A começar pelas lingeries
provocantes, que ganharam manequins extragrandes. Em defesa do erotismo
democrático, espartilhos, bodies e corselets para biotipos
com até 100 quilos de peso fazem a festa das gordinhas. Como
ainda não se conseguiu inventar nada mais eficaz do que o
vibrador, a cada ano ele está mais sofisticado.
Há pênis coloridos, aromáticos, que tocam musiquinhas
ou são revestidos com uma película sintética
porosa (cyberscreen) que não enferruja e impede que a pilha
do aparelho estrague em contato com a água. Eles competem
com estimuladores vaginais acionados por uma pequena bomba
em forma de coala, abelha, borboleta e golfinho.
São
ao todo dez mil itens à venda e pelo menos mil deles em lançamento
simultâneo com os Estados Unidos, onde o filão erótico
fatura em torno de US$ 10 bilhões ao ano. Há vaginas
fosforescentes, uma infinidade de artigos sadomasô, cremes
e cosméticos que prometem o milagre da ereção
ininterrupta ou do sexo anal sem dor. Na onda de castidade e de
reparação de hímen nos EUA, os fabricantes
alimentam a fantasia da primeira vez com géis adstringentes
que tiram a lubrificação da vagina. A distribuidora
Erotic Point aposta nos bonecos decorativos Billy para seduzir o
público gay. Sarados, com pênis de três centímetros,
eles vêm em criativas versões, como Mike
Tison, bombeiro e policial.
Há
em torno de 600 lojas especializadas em produtos eróticos
no Brasil. Mais da metade concentra-se em São Paulo. Embora
a organização da feira afirme que o mercado cresça
20% ao ano, expositores reclamam que a oferta aumenta mais do que
a procura. Com a explosão do mercado, a clientela se
diluiu. Além disso, a maioria dos brasileiros ainda tem pudores
de entrar no sexshop. Só são campeões de sexo
entre quatro paredes, diz um expositor que prefere não
se identificar. Os estandes dividem espaço com um parque
de diversões erótico. Na Sala de Contatos Eróticos,
por exemplo, o público, algemado e de olhos vendados, deixa-se
tocar por modelos. Na ambulância erótica, médicos
e enfermeiras aplicam massagens e, no Carinhódromo, modelos
e público interagem. Que ninguém se anime demais.
Há 45 seguranças espalhados pela feira para garantir
que a festa só esquente de verdade em casa. 
Erótika
Fair Mart Center, Rua Chico Pontes 1.730, Vila Guilherme,
das 15h às 23h. Ingressos a R$ 15
 |
 |
 |
| BANHEIRA
O vibrador de 12 cm não estraga nem dá choque na água R$ 63 |
ANIMAL
O estimulador em forma de coala simula sexo oral R$ 100 |
ESCURO
Vagina fosforescente para quem gosta de brilho R$ 76 |
 |
 |
|
| AROMATERAPIA
Há pênis com cheiro de frutas e este, de champanhe R$ 90 |
SEXY
As gordinhas também têm vez com as lingeries tamanho grande
R$ 39 |
|
|