| ARTES
& ESPETÁCULOS |
14/03/2001 |
Personagem
Anfitriã
da Fantasia - continuação
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Fotos:Arquivo
Pessoal
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| Ritmo
de festa: com Pelé e ao lado do maridão, André
Attivo Jr. empresário do ramo de metais ,
o segundo depois do pai de seus filhos |
Artista
Ficou um bom tempo manejando bandejas até ser convidada
para trabalhar num drive-in. Ajudei meu patrão a ficar
rico, conta. Distribuía folhetos, imaginava promoções
enquanto desenvolvia a certeza de que seu negócio era montar
um bar. Casou com o garçom Job Luiz Gaigher, teve a filha
Kalynka e o filho Júnior ambos atualmente com 29 e
22 anos e, com a garota ainda bebê, na maior cara-de-pau
convenceu o dono de um boteco, na mesma região onde agora
mantém seu império, a comprar o local em 50!!! prestações.
Ela mesma comandava tudo. Cozinhava, servia, limpava e, evidentemente,
cuidava do caixa enquanto a filhinha dormia num cesto embaixo do
balcão. Vendo a todo momento o verbo vencer cintilar na sua
cabeça, foi ampliando o horário de funcionamento do
bar, que também chamou de Kalynka. Dali, comprou um restaurante
perto da Rede Globo paulista. Ai, tudo o que eu queria era
ser artista. Por um tempo foi. Participou de oito filmes,
entre eles O rei da boca e De noite eu rondo a cidade,
e gravou dois LPs e três compactos.
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Jesuíno
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Fernando
Pinto
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| Abraçada
a Cauby Peixoto, atração frequente do Scandal,
e junto a Dercy Gonçalves contando histórias |
Mas
sua sina estava traçada entre mesas, panelas e garrafas.
Com aquele restaurante, onde também trabalhava como garçonete
para poupar gastos, a mineira fez fama servindo moqueca de peixe
e galinha caipira, feitas por ela mesma com receitas da mãe.
Ganhou dinheiro para comprar carro, apartamento até um cliente
lhe oferecer um ponto em Santa Cecília que parecia fadado
ao infortúnio. Me deu uma coisa. Sabia que ali podia
crescer ainda mais. Resolveu batizar o lugar de Biroska, termo
usado no interior de Minas para vendinha. O nome criou polêmica.
Mas era exatamente o que ela queria. Deu ares típicos ao
restaurante, criou mais duas filiais e foi inflando seus domínios
até poder comprar a famosa limusine branca de U$ 50 mil com
a qual ficou folclórica na cidade. Até hoje conserva
o carrão que um dia pretende expor como relíquia em
frente a uma de suas casas.
Samba-enredo
Além de empresária, atriz e cantora, em 1991
Lilian resolveu escrever sua autobiografia em parceria com a jornalista
Marisa Raja Gabaglia. Título: A vida brilhando em néon
de menina sem nada a Rainha da Noite. Num arroubo de
sinceridade, deixou vir a público um segredo escrito pela
mãe, pouco antes de ela morrer. O bilhete moribundo contava
que Lilian Gonçalves era filha do cantor Nelson Gonçalves.
O sobrenome é coincidência. À época,
ainda jovem, não deu crédito. Muito tempo depois,
amigos e a própria começaram a enxergar semelhanças.
Mas ela só foi falar sobre o assunto com o falecido cantor
num de seus últimos shows, realizados no bar e restaurante
Scandal, de sua propriedade. Supostos pai e filha acreditaram na
versão da mãe Maria Gonçalves Lima. À
esta altura, a mulher esfuziante e admiradora dos brilhos já
havia conjugado seu verbo favorito. Havia, inclusive, sido tema
da Vai-Vai. Os carnavalescos da escola de samba paulistana, conta
Lilian, insistiram muito para ela aceitar. Quando finalmente se
decidiu, fez um discurso fulminante para os sambistas. Aceitei
ser tema com a condição de a Vai-Vai ser vencedora,
porque eu não sei e não posso perder. E ganharam?
Pole position, meu bem! Só entro para vencer. 
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