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 POLÍTICA 08/03/2001
História

As lutas de Covas - continuação

Adriana Souza Silva e Florência Costa


Mário Covas - O que aconteceu
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Durante boa parte de sua vida, Mário Covas, 70 anos, precisou driblar várias doenças. Em 1987, teve pela segunda vez um infarto, possivelmente provocado pelo cigarro. Fez uma operação, na qual foram implantadas duas pontes de safena e uma mamária no coração. Seis anos depois, passou por cirurgia para retirar a vesícula biliar inflamada. Já em 1994, foi internado com infecção bacteriana de pele (erisipela) na perna direita, ocorrida por causa da retirada da veia safena para o tratamento de 1987. No ano seguinte, o mesmo problema voltou. Há quatro anos, Covas apresentou herpes-zoster, que provocou feridas em sua testa. Esse mal surge por causa da queda das defesas do organismo. Porém, nenhuma das doenças trouxe tantos prejuízos à saúde do político como o aparecimento do câncer de bexiga infiltrativo, que penetra no músculo do órgão. Esse é um dos tipos mais agressivos e foi detectado em 1998 durante uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno na próstata. Na operação, foram removidas a próstata, as vesículas seminais, onde é produzido o sêmen, e a bexiga (reconstruída com tecidos do intestino). Depois, Covas fez cinco meses de quimioterapia para tentar reduzir as chances de o tumor voltar. O risco de isso acontecer pode chegar a até 60%. Apesar das tentativas, após dois anos o câncer reapareceu no reto (parte final do intestino), que foi removido. Covas fez uma colostomia - técnica na qual é criado um desvio no cólon para o paciente poder evacuar. Durante a operação, também foram encontradas células tumorais no intestino delgado. O tumor foi retirado. No início deste ano, os médicos utilizaram a imunoterapia - técnica experimental baseada no uso de anticorpos para aumentar as defesas do organismo - com o objetivo de conter o avanço da doença. Mesmo assim não foi possível. No dia 10 de janeiro, Covas apresentou problemas de fala, de locomoção e dores de cabeça. Dois dias depois, a imunoterapia foi suspensa para avaliar os reais motivos que estavam causando essas manifestações.


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