|
Juliana
Vilas
Nós
que negais a existência dos Espíritos, preenchei
o vazio que eles ocupam. E vós que deles rides, ousais
rir das obras de Deus e da sua onipotência! A
frase resume um pouco da filosofia espírita. O autor,
Allan Kardec, nasceu na cidade francesa de Lyon em 1804, e
hoje é considerado o pai do espiritismo kardecista,
doutrina que prega a existência de almas que se comunicam
com os vivos. Mário e Lila Covas são católicos
praticantes desde a infância. Até 1976, quando
perderam a filha Sylvia, de 19 anos, num trágico acidente
de moto. Na busca de conforto, um irmão de Lila, praticante
do kardecismo, levou-os para conhecer a doutrina e tentar
um contato com a filha. Quando a filha morreu, o espiritismo
foi uma luz, uma esperança de entender a morte dela,
garante um secretário do governador licenciado.
A partir de então, Covas passou a ler livros espíritas
e a acreditar em reencarnação, adotando o espiritismo
como filosofia de vida. Eu acredito sim na comunicação
das almas. Fui batizado, estudei em colégio de padres,
de forma que minha formação é católica,
embora eu pessoalmente acredite no espiritismo. E isso não
me impede de praticar a religião católica,
declarou em 1994. Realmente, Mário e Lila nunca deixaram
o catolicismo. No dia 24 de janeiro, enquanto ele estava internado,
ela caminhou durante uma hora com o padre e amigo da família,
Rosalvino Moran Viñayo, e mais 105 fiéis em
romaria até Aparecida. E na terça 27, o cardeal
emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns,
visitou o governador no Incor para levar a unção
dos enfermos. Além disso, todas as vezes em que o marido
foi operado, Lila, Renata e Zuzinha mandaram rezar uma missa
na Igreja de São Cristóvão. Quando o
câncer apareceu pela segunda vez, Covas e Lila não
dormiam sem rezar uma novena. Fé é o que não
falta na torcida pela recuperação do tucano.
Desde o começo do ano, Covas tem recebido santinhos,
correntes de oração e mensagens de pessoas das
mais diferentes religiões e credos.
|