As lutas de Covas - continuação
Adriana
Souza Silva e Florência Costa
| Álbum
de família |
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Na infância, em Santos, jogava futebol e fazia natação |
Os
baixos índices de popularidade fizeram com que Covas entrasse
na campanha da reeleição, em 1998, como azarão.
Mas conseguiu chegar ao segundo turno, disputando com Paulo Maluf
(PPB). Derrotada por uma diferença mínima no primeiro
turno, Marta Suplicy (PT) deixou a mágoa de lado e subiu
no palanque de Covas. A retribuição veio no pleito
de 2000, quando Marta recebeu, emocionada, o apoio do tucano para
derrotar Maluf na corrida pela prefeitura. E foi assim, com apoio
da esquerda, que Covas conquistou sua última vitória
na vida política. Acho que o Fernando precisa alargar
o arco da aliança para o outro lado e ampliar as conversas,
opinou logo depois da reeleição. Covas já era
visto como o principal nome dos tucanos para disputar a eleição
presidencial de 2002. O sonho durou pouco. Em dezembro de 1998,
ele recebeu a notícia de que tinha câncer na bexiga.
Não tomou posse no dia 1º de janeiro de 1999 porque
ainda convalescia da operação para a retirada do tumor,
em 14 de dezembro. Assumiu o cargo numa cerimônia marcada
pela emoção, sob aplausos de 500 pessoas. Nos 22 minutos
de discurso de posse, o governador que ainda carregava uma
sonda e estava em pleno processo de adaptação à
nova bexiga, feita com tecidos do intestino mostrou que continuava
o mesmo e os contratempos não arrefeciam as suas convicções:
defendeu a retomada do desenvolvimento, criticou mais uma vez a
política econômica do governo federal e pediu a redução
das taxas de juros. Com voz embargada e emocionado, Covas foi mais
Covas. Adversidade? Não... Não me venham falar
em adversidade. A vida me ensinou que diante dela só há
três atitudes possíveis: enfrentar, combater e vencer!
Colaborou Juliane Zaché
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