Capa
 Índice

 Exclusivo Online

 Reportagens
 Multimídia
 Estação da Luz
 Foto da Semana
 Ensaios Fotográficos
 ISTOÉ Confere
 Leitor.com
 Leitor Decide
 Artigos
 Agenda
 Bate-Papo
 Editorias
 Artes & Espetáculos
 Brasil
 Ciência & Tecnologia
 Comportamento
 Economia & Negócios
 Educação
 Entrevista
 Internacional
 Medicina & Bem-Estar
 Política
 Seções
 A Semana
 Cartas
 Datas
 Editorial
 Em Cartaz
 Fax Brasília
 Gente
 Século 21
 Viva Bem

 Biblioteca

 Edições Anteriores
 Especiais
 Busca

 Procure outras matérias





 

 

 POLÍTICA 08/03/2001
História continua...

As lutas de Covas - continuação

Adriana Souza Silva e Florência Costa

Convencê-lo a fazer algo que não quer é de fato uma façanha. E isso vale também para sua vida pessoal. Fumante inveterado, consumia cinco maços por dia, mas teve que abandonar o vício por causa de um infarto. Contudo, um traço de rebeldia se manifestou: mantinha um cigarro apagado pendurado na boca. Homem de hábitos simples, Covas, nas campanhas, não costumava dobrar-se aos pedidos de publicitários e fotógrafos. “Não estou num concurso de miss”, respondeu, certa vez. Referindo-se à famosa teimosia do amigo, Ulysses Guimarães brincou: “Ele é uma mula.” A tarefa de comprar sapatos, por exemplo, sempre ficou a cargo de Lila Covas. “Ela põe o sapato no pé dela e sabe que basta colocar um dedo atrás que serve para mim”, contou o governador numa entrevista. A primeira-dama tem uma resposta pronta sempre que alguém reclama do mau humor do marido. “O Mário não é bravo. São as pessoas que não sabem lidar direito com ele”, explicou.

Se todos tivessem a honra dele, não haveria tantos bandidos na política”
Lula
CLIQUE NAS IMAGENS PARA VER AMPLIADO

Ela tem razão. Em casa, o governador se transforma no avô querido, no paizão conselheiro, no eterno companheiro de Lila. Juntos há 47 anos, o casal Covas zela pela privacidade como poucas figuras públicas conseguem. Nos fins de semana, os dois fazem questão de reunir a família para comer e jogar conversa fora. Viver uma vida normal, com direito a assistir aos jogos de futebol na tevê, sobretudo os do Santos, do qual Covas é torcedor fanático, partidas de tênis ou filmes alugados. Também adora desafiar o computador no xadrez. É uma forma de exercitar o raciocínio. Se Covas é conhecido por sua força, Lila, 68 anos, não fica atrás. Desde o início da doença, a primeira-dama passou a acompanhá-lo por todos os lugares, impondo limites aos esforços físicos do marido. Um pulso tão firme que frequentemente leva Covas a brincar em público, ao referir-se às broncas da mulher. Também partiu da família a decisão de licenciar-se do cargo, em 22 de janeiro. Mas o peso da carga levou Lila ao limite do stress.

Os dois se conheceram em Santos, ainda no colégio. Da união nasceram Renata, hoje com 45 anos, Mário Covas Neto, o Zuzinha, 41 anos, e Silvia, que morreu em um acidente de moto na madrugada de 1º de janeiro de 1976, aos 19 anos. Este foi um dos momentos mais difíceis na vida do casal. Desde então, lembram amigos, eles deixaram de comemorar o réveillon. Também passaram a acreditar no espiritismo (leia quadro à pág. 40), sem abandonar a religião católica. Covas tornou-se amigo do médium Chico Xavier. “Minhas tragédias são muito pequenas em face das tragédias pelas quais a humanidade passa. Tem gente que não consegue comer, que tem filhos com problemas seriíssimos. Perdi uma filha em circunstâncias trágicas, mas achei forças para enfrentar”, afirmou o governador anos depois.

Nascido há 70 anos em 21 de abril, dia de Tiradentes, Zuza (apelido que ganhou em Santos por imitar um palhaço com esse nome) sempre gostou de esporte: jogou basquete, vôlei e futebol. Formou-se engenheiro pela tradicional Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde já duelava com Maluf, seu colega de faculdade. Começou na política com 31 anos, quando disputou, e perdeu, a Prefeitura de Santos pelo extinto Partido Social Trabalhista (PST). Sua primeira vitória aconteceu em 1962, quando se elegeu deputado federal pelo mesmo partido. Covas estreou na política de forma original: começou com idéias conservadoras, carregando a bandeira do janismo, mas chega ao fim de sua carreira como um dos maiores símbolos progressistas do País. O marco dessa virada aconteceu durante o golpe militar de 1964. No antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi um dos parlamentares que articularam a reação contra o pedido feito pelos militares para que a Câmara aprovasse a licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves. O regime fardado não perdoou o corajoso discurso de Marcito contra o autoritarismo dos militares. A recusa da Câmara foi o pretexto que a ditadura procurava para decretar o Ato Institucional nº 5, no dia 13 de dezembro de 1968, que fechou o Congresso. Como punição, Covas perdeu o mandato e teve seus direitos políticos cassados por dez anos.

Leia mais:

"Choque do capitalismo"

Marta Suplicy deixa a mágoa de lado

Não falem em adversidade

O vice dos sonhos

Alckmin não pode ser candidato

A descoberta do espiritismo

Covas driblou várias doenças

 

TARÔ ONLINE

É fácil, rápido
e inspirado: experimente!
 

 HORÓSCOPO
O futuro lhe aguarda nas nossas previsões diárias

ENQUETE
Quem você considera mais preparado para assumir a Presidência em 2003?

• Lula

• Pedro Simon
• Ciro Gomes
• Eduardo Suplicy
• Itamar Franco
• Tasso Jereissati
• Pedro Malan
• Paulo Renato
• José Serra
• Anthony Garotinho
Vote aqui
FÓRUM
A largada pela sucessão presidencial acabou com o resto do governo FHC?
 

ASSINATURAS

EXPEDIENTE

PUBLICIDADE

FALE CONOSCO


ASSINE A
NEWSLETTER


 

| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | PLANETA | ÁGUA NA BOCA |ISTOÉ DIGITAL| EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1999/2001 Editora Três