| MEDICINA
& BEM ESTAR |
08/03/2001 |
Tratamento
Esqueci
o Remédio! -
continuação
| Hélcio
Nagamine |
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Depois do susto, Sousa segue as orientações |
Outra
porta aberta para quem precisa encarar o tratamento são as
associações de pacientes e as ligas (como a de Hipertensão
e a da Diabete), entidades na quais se aprende a controlar a doença
com profissionais e outros pacientes. Há também os
programas de compliance (o nome americano para adesão ao
tratamento) dos laboratórios farmacêuticos. O Assistance,
do Laboratório Biosintética, tem 100 mil doentes cadastrados.
A inclusão é feita pelo paciente, desde que tenha
o número do registro do médico no Conselho Regional
de Medicina (CRM). Ele tem o apoio de uma equipe de nutricionistas,
farmacêuticas, psicólogas e fisioterapeutas dispostas
a tirar dúvidas por telefone. Também é enviado
periodicamente uma revista, folhetos e convites para palestras.
A participação não se restringe aos consumidores
dos remédios feitos pelo laboratório. Mas quem compra
medicamentos Biosintética ganha, a cada semestre, produtos
para um mês de tratamento. A Pfizer optou por uma estratégia
diferente. Seu programa, o Sistema Integrado Pfizer Médico-Paciente
(Sinpmp), dá 30% de desconto na compra dos produtos do laboratório
em farmácias credenciadas pelo programa ou comprando pelo
telefone 0800 126644. Os pacientes são inscritos pelo médico
e precisam tomar medicamento da casa. Eles recebem um kit com materiais
educativos, livros de receita e boletins. O Sinpmp marca consultas
de retorno e lembra os pacientes da data. Damos suporte ao
médico e encaminhamos a ele as dúvidas do doente,
explica Waldayr Pinto, diretor-médico da empresa.
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O investimento
na fidelidade do paciente tem impacto nas vendas e na disposição
de continuar em tratamento. Pesquisas da Biosintética mostram
um salto de 23% para 66% de adesão dos pacientes com pressão
elevada num período de sete meses. O resultado também
é positivo no cuidado com doenças crônicas,
como asma e reumatismo. O aposentado Benjamin Honório de
Sousa, 74 anos, usufrui desse apoio há um ano e meio. Internado
com crise de asfixia causada por um enfisema pulmonar, ele se tratou
direito por uns tempos, mas burlou a prescrição e
chegou ao hospital, em São Paulo, quase sem ar. Serviu
de lição. Agora não facilito. Faço tudo
o que a médica manda, conta. A esposa, Dirce, ajuda
o marido a se manter na linha e aconselhou a vizinha asmática
a eliminar o tapete. Li essas dicas nos folhetos enviados
pelo laboratório, conta. Paciente exemplar, Sousa diz
que agora o maior obstáculo para seguir o tratamento é
o preço dos medicamentos, um gasto mensal que consome 30%
da aposentaria. 
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