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Por
Tales Faria
Colaborou
Isabela Abdala e Ricardo Miranda
Alckmin:
uma bomba no PSDB
Todos
em Brasília sabem que o presidente do PFL, Jorge Bornhausen,
não morre de amores por seu correligionário Antônio
Carlos Magalhães. Mas uma coisa é inegável.
Desde o início da crise entre ACM e o presidente Fernando
Henrique Cardoso, Jorge Bornhausen não tem feito outra coisa
senão procurar soluções para o impasse na aliança
governista. Por um simples motivo: Bornhausen sabe que os pefelistas
não sobrevivem sem o governo. E que seu partido também
pode ser implodido por ACM. Em outras palavras, o PFL está
entre a cruz e a caldeirinha. Daí o Alemão
(como Bornhausen é chamado) viver em busca de uma saída.
E sua última idéia passa por São Paulo. Assim
como quem não quer nada, o presidente do PFL disse ao presidente
da República que será mais fácil convencer
ACM e seu partido a permanecer na aliança governista se o
candidato à sucessão presidencial em 2002 for o governador
interino de São Paulo, Geraldo Alckmin. É verdade.
O nome circula bem no PFL e não passa mal no PMDB. Mas desencadeia
uma guerra dos diabos no PSDB. José Serra e Tasso Jereissati
que se cuidem!
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Pressão
na família
O prefeito do Rio, César Maia, está sendo pressionado
pelo filho, o deputado federal Rodrigo Maia (PTB-RJ), para não
se filiar ao PPS de Ciro Gomes. Até porque o prefeito tem
sonhos de se tornar dono do PTB. Além disso, quem sabe, negociar
com outros partidos (incluindo o PFL) a participação
em uma das chapas presidenciais nas eleições de 2002.
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Ternura
às favas!
| André
Dusek |
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Che
Guevara é o guru da senadora Heloísa Helena (foto).
Foi ele quem disse: Hay que endurecer, pero sin perder la
ternura. Mas, no caso da guerra contra Antônio Carlos
Magalhães, a líder do PT de Alagoas lançou
às favas a ternura: Vou cobrar na Justiça uma
indenização por ele ter dito que votei contra a cassação
de Luiz Estevão. Depois, talvez troque a indenização
por uma pena de trabalho comunitário. Quem sabe eu consigo
mandar o coronel trabalhar no Carandiru?
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Momo
magro
Foi um reinado magro para um grupo que já viveu dias de confete
e serpentina. Com ACM na oposição, o maior palco político
do Carnaval baiano, o camarote da Prefeitura em Salvador, que já
teve o peso de Pedro Malan, Inocêncio Oliveira e Jorge Bornhausen,
andou às moscas. O ex-ministro Waldeck Ornelas deu uma rápida
passada
e sumiu. Rodolpho Tourinho, outro carlista demitido, só deu
as caras no palanque de Daniela Mercury. Ali do lado, fez sucesso
mesmo um camarote de anticarlistas, reunindo os deputados Jutahy
Magalhães Júnior (PSDB) e Nelson Pellegrino (PT).
Caíram na folia com o ministro Sarney Filho, que é
do partido de ACM, o PFL.
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Bolso
vazio
Uma das raras autoridades no camarote oficial, o prefeito de Salvador,
Antonio Imbassahy, estava com a cabeça longe da fuzarca.
Com a birra de ACM, quer saber agora como vai arranjar dinheiro
federal para o metrô e outras promessas de campanha
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Rápidas
Tititi no PMDB em Brasília: Na sexta-feira 2, a cúpula
peemedebista tentava confirmar a notícia de que o governador
de Minas, Itamar Franco, já teria se filiado ao partido,
na surdina.
O deputado Inocêncio Oliveira anda tão ligado a Antônio
Carlos Magalhães, mas tão ligado que seus verdadeiros
padrinhos em Pernambuco já pensam em indicar outro líder
no PFL.
A doença de Mário Covas abafou a guerra que vai estourar
no PSDB de São Paulo. Entre o vice Geraldo Alckmin, o secretário
José Aníbal e os ministros José Serra e Paulo
Renato Souza.
Quem aproveitou o Carnaval foram os amigos Ciro Gomes, candidato
do PPS à Presidência, e Tasso Jereissati, governador
tucano do Ceará. Já se acertaram para a eleição
de 2002. 
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