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Livros  

Leia trecho do livro Perigo – como sobreviver a situações limite
• Olhe em volta. O avião está na horizontal?
Conte o número de segundos até ouvir o trovão

Perigo – como sobreviver a situações limite (Frente Editora, 164 págs., R$ 17) — O título já indica. Trata-se de uma espécie de Manual do Escoteiro Mirim, atualizado para quem quer ser candidato a herói de série televisiva. Então, em vez das lições do uso de uma simples bússola no meio da floresta, surgem aulas para situações envolvendo bem mais adrenalina. Entre as mais de 40 dicas, no entanto, algumas soam esdrúxulas. Principalmente se transpostas para o território brasileiro. Aos olhos nacionais, por exemplo, parece desnecessário aprender a melhor forma de escapar de um puma ou de um urso. Mas outras fazem sentido, como aquelas que ensinam a se proteger de um raio, restaurar os batimentos cardíacos ou sobreviver a um tiroteio – dica utilíssima em tempos atuais. No final, a leitura pode ser uma diversão curiosa. E, como dizem no prefácio os autores Joshua Piven & David Borgenicht, nunca se sabe. (C.F.) Leia com atenção

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Televisão
 


Divulgação
Família Roosevelt: primeira-dama biografada

GNT grandes séries – Eleonor Roosevelt (dias 7, 8 e 9, às 20h30, no canal pago GNT) — Ela não tinha o glamour nem a beleza de Jacqueline Kennedy, mas até hoje nenhuma primeira-dama dos Estados Unidos exerceu tanta influência na vida americana como Eleonor Roosevelt (1884-1962), mulher do ex-presidente Franklin Roosevelt. Eleonor é personagem deste alentado documentário produzido pela emissora pública americana PBS, que se apoiou em vasto material investigativo, incluindo cartas, filmes caseiros, centenas de fotografias e documentos confidenciais. Na abordagem da PBS não foram omitidos nem assuntos delicados como as suspeitas não comprovadas da bissexualidade de Eleonor, que teria tido um affair com uma jornalista após descobrir as escapadas do marido. Detalhe de alcova que pode apimentar a narrativa, mas jamais ofuscar uma biografia de quem nunca aceitou ser coadjuvante da história, lutando em favor dos direitos humanos, das causas sociais e combatendo a intolerância racial. (C.F.) Assista até o fim

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Teatro
 


Company (Teatro Villa-Lobos, Rio de Janeiro) — O solteirão Bob funciona como uma tábua de salvação quando os casamentos de seus amigos estão muito entediantes. Basta ligar para ele e todos encontram companhia e diversão. Em seu aniversário de 35 anos, Bob se vê cercado dos mesmos amigos numa daquelas previsíveis festas-surpresa. É momento de a idade pesar e fazer o boa-praça pensar em se casar, ter filhos e engordar, exatamente igual a toda a turma. Com este pano de fundo, o espetáculo de George Furth, musicado por Stephen Sondheim — o mesmo de West side story —, discute as dicotomias do casamento. Ainda que os questionamentos não sejam mais novidade, 30 anos depois de a peça ter sido encenada na Broadway, a fina ironia do texto e as belas melodias já justificariam a montagem deste musical com direção impecável de Cláudio Botelho e ótimas atuações, principalmente da excelente Cláudia Netto. (C.M.) Não perca

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Discos
 


Divulgação
Erykah: música de fácil audição em versão piorada do histórico som da Motown
Mama’s gun, com Erykah Badu (Universal Music) — Saudada como a nova Billie Holiday, esta americana de Dallas provocou muito mais barulho do que deveria. Em algumas canções, sua voz realmente lembra a da Lady Day. Só lembra, porque nem de longe conclama a roda de tristezas e de paixões vividas por Billie e repassadas ao público através de interpretações únicas. Erykah está lançando seu terceiro álbum respaldada no estrondoso sucesso de seu disco de estréia, Baduizm (1997), que vendeu três milhões de cópias e rendeu o não menos bem-sucedido Baduizm live, outro fenômeno de dois milhões. Com Mama’s gun ela quer repetir o feito. Talvez consiga, já que o CD segue a mesma fórmula da fusão de jazz e rhythm’blues dos anteriores. Normalmente ela reúne bons instrumentistas, a música resulta em fácil audição, mas, ao final, sobra a impressão de se ter uma versão eletronicamente piorada do som produzido nos anos áureos da Motown. (A.R.) Arrisque

 



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