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Cinema  
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Bruxa de Blair 2: sangue e rock

Bruxa de Blair 2 – o livro das sombras (cartaz nacional na sexta-feira 9) – Esta não é exatamente uma sequência de Bruxa de Blair, ou melhor, de blefe, já que o filme é uma armação bem amadora, feita para enganar o público americano. Armação esperta, diga-se, pois a piada-horror bolada por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, conforme se sabe, foi adquirida por US$ 1 milhão pela produtora Artisan Entertainment e lucrou pelo menos 250 vezes mais que os US$ 30 mil gastos na produção. Contratado pela Artisan, o diretor Joe Berlinger consumiu US$ 15 milhões para realizar o que seria uma continuação da história de terror adolescente. Ficou entre a paródia e os snuffs movies, fitas sobre assassinatos reais, que dizem existir num concorrido mercado paralelo. Desta vez, o grupo de jovens – como sempre dividido em crédulos, céticos e suspeitos – é atacado por forças malignas durante uma excursão pela cidade de Burkittsville. Entre flashbacks, cortes pirotécnicos e muitas alucinações, a história desemboca num banho de sangue, com muito rock’n’roll e gritaria. Nada do que você já não tenha visto em outras bobagens do gênero. (L.C.)
Vá se tiver tempo

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Duelo de titãs
(cartaz nacional na sexta-feira 9) – Há filmes absolutamente previsíveis nas suas intenções. Nem por isso deixam de ser competentes. Produzido pela Walt Disney Pictures, Duelo de titãs retrata uma edificante história real passada no início da década de 70. Em momentos de elevada tensão racial, Herman Boone (Denzel Washington) é enviado a Alexandria, Estado americano de Virgínia, para assumir o comando do time colegial de futebol, cargo de enorme prestígio. Ninguém na cidade gosta da escolha. Mas, com muita tenacidade, Boone forja uma equipe vitoriosa, formada por brancos e negros. Ou seja, o esporte derruba a intolerância. Desde o começo sabe-se que se está diante de uma fita de apelo fácil, mas irresistível como catalisadora de emoções. O espectador torce muito e até chora. (C.F.)
Vale a pena

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Surpresa vinda do pagode

Solo, com Leandro Lehart (Virgin) – Se você detesta grupos de pagode, prepare-se para uma surpresa. Por trás da estampa brilhosa do Art Popular, seu vocalista Leandro Lehart de mansinho lançou um disco solo a léguas dos seus remelexos habituais. Com toques de funk e soul music, Lehart faz um samba-pop de acabamento sofisticado, casando bons arranjos acústicos com programações eletrônicas. Descontadas uma ou duas baladas mais açucaradas, ele também foi bem-sucedido nas canções intimistas, marcadas por uma bela seção de cordas. Lehart é um intérprete de personalidade e faz boas releituras para músicas como Navio, de Djavan, e Pode esperar, sucesso de Alcione transformado num “samba eletrônico”. Como ninguém é perfeito, a canção Valsa tem arranjo muito parecido com o de Kiss from a rose, do chiquérrimo Seal. Um deslize perdoável. (I.C.)
Ouça com atenção


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Vida Noturna
 


The Copa (Rua Ayres Saldanha, 1.317, Copacabana, Rio de Janeiro) – Só uma tribo não pode reclamar da falta de opções nas noites cariocas: a turma GLS. Para este público exigente e notívago, as opções se multiplicam na cidade, sobretudo no verão, quando o Rio recebe hordas de turistas. Inaugurado há cerca de três meses numa ruazinha escondida no mais turístico dos bairros da cidade, The Copa é um bar no qual a decoração é um dos carros-chefes, a começar pela porta cor-de-rosa. Lá dentro, mais detalhes chamam a atenção, como o piso quadriculado em preto-e-branco, estantes cheias de quinquilharias, mesas e cadeiras diferentes umas das outras. Nada é banal nesta espécie de lounge que já conquistou um público mais maduro, muitas vezes avesso a zoeira. (C.M.)
Vá sem medo

 

 



EDIÇÃO Nº 1636

 
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