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Cinema
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Divulgação |
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| Licia
e Ganz: exceção no recente cinema italiano |
Brava
gente brasileira (cartaz nacional) Com uma estratégia
semelhante ao famoso Cavalo de Tróia, os índios guaicuru
dizimaram no século XVIII um grupo de colonizadores portugueses
que tentava fazer um acordo de paz na região do Pantanal. O
episódio verídico ganhou uma boa versão para
as telas no terceiro longa-metragem de Lucia Murat. Em meio a soldados
violentos, aventureiros enlouquecidos e padres radicais, sobressai
a figura do ilustrado Diogo (Diogo Infante), naturalista e cartógrafo
português, enviado para fazer um mapeamento da região.
Mas a situação se complica quando, misturando sentimentos
de culpa e tentativa de compreensão do índio, ele se
apaixona pela nativa Ánote (Luciana Rigueira), polarizando
o choque cultural que o filme aborda com toda a seriedade. (I.C.)
Vale a pena
Pão e tulipas (em cartaz em São Paulo; e no Rio
de Janeiro a partir da sexta-feira 26) Ao ser esquecida pelo
marido e pelos filhos num restaurante de beira de estrada, durante
uma prosaica excursão de ônibus, Rosalba (Licia Maglietta)
acaba realizando o sonho da maioria das donas-de-casa. Joga para
o alto as obrigações e resolve tirar férias
no caso, em Veneza. Arruma um emprego, um novo lar e, a partir
da amizade recente com o garçom Fernando (Bruno Ganz) e a
massagista Grazia (Marina Massironi), descobre um mundo diferente
de seu antigo cotidiano. Divertido e sensível, o filme, dirigido
pelo italiano Silvio Soldini, vem se colocar entre as boas exceções
do recente cinema da península, que ultimamente não
tem se mostrado à altura de seu passado de glórias.
(L.C.)
Vale a pena
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Mawaca
remix, com Mawaca (MCD World Music) No Exterior, produzir
remixes versões alternativas de uma música,
geralmente para pistas de dança já virou prática
comum. Aos poucos as gravadoras brasileiras estão aderindo
à tendência, como prova a edição deste
álbum com canções do grupo paulistano Mawaca,
que se dedica à world music. Assinados pela DJ Andrea Gram,
pelo músico André Abujamra, do Karnak, e por grupos
de música eletrônica como Bojo, Magna Bel e Anvil FX,
os remixes oferecem releituras de canções do disco
Astrolábio curupira.com.br e de faixas inéditas do
novo trabalho Mawaca-mundi, na boca do forno. Envenenado pelos recursos
eletrônicos, o caldeirão sonoro da banda ficou ainda
mais hipnótico e sedutor. (I.C.)
Ouça com atenção
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Arte
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Reprodução |
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| Cabeça,
de Baselitz: sensação de um passeio de montanha-russa |
Georg
Baselitz obras gráficas, 1965-1992 (Salão
Cultural do Museu de Arte Brasileira da Faap, São Paulo)
Visitar uma mostra do pintor, escultor e gravador alemão Georg
Baselitz, 63 anos, provoca a mesma sensação que um passeio
de montanha-russa. É que Baselitz um dos maiores nomes
da arte do pós-guerra em seu país tem o hábito
de exibir suas obras de ponta-cabeça, obrigando o visitante
a demorar mais tempo diante dos trabalhos. Então, o que a princípio
parecem rabiscos ininteligíveis, com algum esforço contemplativo
viram belos retratos, paisagens e naturezas-mortas. Seis obras anteriores
a 1969, ano em que o artista passou a inverter suas imagens, mostram
alguns de seus heróis, com forte conotação
sexual. Embora centrada na sua produção gráfica,
a exposição de 81 gravuras revela uma técnica
que ele exercita desde o início da carreira e através
da qual se expressa como poucos. (I.C.)
Vale a pena
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