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Jornalista
conta a história do dinheiro
Luiz
Antonio Cintra
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Reprodução
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Contar
a história do dinheiro, desde a sua origem até os dias de hoje,
não é tarefa para ser desenvolvida em pouco mais de uma centena
de páginas. Os historiadores, quando partem para uma empreitada
do gênero, precisam de pelo menos cinco vezes mais espaço. Mas quando
o narrador é um jornalista, cujo objetivo não é fazer um tratado
e sim um apanhado dos momentos mais significativos e saborosos dessa
trajetória, a situação muda de figura e o desafio deixa de ser despropositado.
Em A aventura do dinheiro – uma crônica da história milenar
da moeda (Publifolha, 167 págs., R$ 18), o jornalista Oscar Pilagallo
– ex-editor de economia da Folha de S.Paulo e hoje repórter especial
do jornal paulistano – também deixa claro que sua intenção é dar
ao leitor não-especializado comparações entre seu cotidiano e o
tema em questão.
Na
coletânea dos principais fatos que marcaram os primórdios da circulação
da moeda, ainda nos tempos do Império Romano, por exemplo, Pilagallo
mostra como são antigos os planos econômicos. No ano de 301, conta
o autor, o imperador romano Diocleciano lançou mão de um conjunto
de medidas para tentar conter a inflação. O “pacote”, entre outras
iniciativas, incluiu o congelamento dos salários e dos preços, com
direito a uma tabela que deveria ser seguida à risca. Soa familiar?
Pois leia esta: pouco tempo depois, o imperador decidiu revogar
o congelamento, que se mostrara inútil. 
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