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Cinema
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O
rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas (cartaz nacional)
– Em seu primeiro longa-metragem após Baile perfumado, que dirigiu
com Lírio Ferreira, Paulo Caldas volta à sua origem de documentarista.
Este rap visual, em parceria com o jornalista Marcelo Luna, conta
a história de Helinho – o Pequeno Príncipe, “justiceiro” de 21 anos
com 65 mortes nas costas – através da música de Garnizé, do grupo
de rap Faces do Subúrbio, autor da trilha sonora juntamente com
o DJ Dolores. Helinho cumpre pena de 40 anos e, segundo suas palavras,
só matou pessoas más, as tais almas sebosas. São depoimentos contundentes,
cobertos de imagens cruas, mas bem-feitas, que ao fim jogam na cara
do espectador a mais dura das realidades. (L.C.) Não perca
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Fotografia
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| Fotos:
Divulgação |
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| Marie
Hélène X, de Szenes: na intimidade do ateliê |
Caixa
populi – quarta etapa (Conjunto Cultural da Caixa, São Paulo)
– Merece aplausos este projeto, que desde o início do ano vem documentando
o cotidiano e a cultura das etnias que compõem a população de São
Paulo. Nesta quarta e última etapa, os fotógrafos organizadores
do evento – Emidio Luisi, Paulo Giandália, Edu Garcia e Hélcio Nagamine,
de ISTOÉ, entre outros – fazem uma síntese perspicaz, detalhista,
da Babel paulistana. O conjunto de 50 fotos extrai elementos das
tradições que sobrevivem em meio ao caos metropolitano. Nagamine,
por exemplo, documentou as cozinhas de restaurantes chilenos e judeus.
Garcia optou por uma família de japoneses que cultiva alcachofras.
(I.C.) Não perca
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Teatro
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| Reuters |
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| JAKOB:
som bem Dylan |
Esperando
Beckett (Teatro Sesc Copacabana, Rio de Janeiro) – Acostumada
a lidar com os mais diferentes entrevistados, a jornalista e apresentadora
Marília Gabriela mostra-se bem à vontade em sua primeira incursão
nos palcos, em peça de Gerald Thomas. Primeiro porque está em seu
hábitat natural, ou seja, atrás de uma mesa com câmeras de tevê
e canhões de luz por todos os lados. Ela e equipe aguardam a chegada
do entrevistado do dia: o dramaturgo, romancista e poeta irlandês
Samuel Beckett. Assim como em Esperando Godot, sua peça mais
conhecida, a espera por Beckett revela-se longa, cansativa, quase
enlouquecedora. Num surto de angústia, Gabi “recebe” Beckett e passa
a desfiar montanhas de pensamentos existenciais, com gestual e entonações
surpreendentes para uma estreante. O espetáculo precisa de um longo
tempo para digestão. Em alguns momentos, o tédio é total. Risos
são esparsos e as interrogações inúmeras. Puro Gerald Thomas. (C.M.)
Vale a pena
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Show
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Wynton
Marsalis e a Lincoln Center Jazz Orchestra (Theatro Municipal,
de 22 a 24; e Praça da Paz, Parque Ibirapuera, dia 26, São Paulo)
– Diretor artístico da Lincoln Center Jazz Orchestra, de Nova York,
com repertório inteiramente dedicado aos grandes nomes do jazz,
o trompetista e compositor americano Wynton Marsalis traz composições
próprias e uma seleção criteriosa de obras do compositor, pianista
e band leader Duke Ellington. O programa se inicia com versões sinfônicas
e jazzísticas da suíte O quebra-nozes, de Tchaikovsky, arranjadas
por Ellington, e continua com músicas como Afro bossa e All rise,
esta última de autoria de Marsalis. Para completar o brilho das
apresentações, nos dias 22 e 23, a Orquestra Experimental de Repertório,
com regência de Jamil Maluf, fará uma participação especial. (I.C.)
Não perca
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