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Terror

Estado de alerta
O Ebola, um dos vírus mais agressivos já vistos, ataca em Uganda

Cilene Pereira

AP
Mais de 60 pessoas estão infectadas pelo agente (no destaque)

Ele voltou. Depois de ter matado 245 pessoas há cinco anos, no Zaire, o Ebola, um dos vírus mais destruidores que a humanidade já conheceu, está atacando em Uganda, também África. Nas últimas duas semanas, pelo menos 39 pessoas morreram e outras 63 estavam infectadas pelo agente. Na quarta-feira 18, equipes enviadas à Uganda pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, identificaram a origem desta nova epidemia. Ela teria começado em Kabede Opong, um vilarejo perto de Gulu, localizado a 270 quilômetros da capital do país, Campala. A primeira vítima teria sido Esther Awete, 36 anos. Ela foi encontrada morta cinco dias depois de cair doente, com febre alta.

Mas ninguém sabe como a camponesa foi contaminada. Até agora, a medicina não descobriu o hospedeiro do vírus, o animal onde ele se esconde até atacar. A única certeza é seu poder de destruição. Tecidos do corpo são devorados. O pulmão e o intestino param de funcionar e um sangramento contínuo pelos orifícios do corpo leva sua vítima à morte. Pouquíssimos escapam. Para se ter uma idéia, dos 1,1 mil casos registrados pela OMS desde 1976, quando o Ebola atacou no Sudão, matando mais de 270 pessoas, 793 terminaram em morte. A razão pela qual alguns sobrevivem também continua um mistério. No Brasil, outro agente destruidor também está atacando. A cidade de Feijó, no Acre, está registrando um surto de rotavírus, que atinge principalmente crianças, causando quadros intensos de diarréia. Desde o início do mês, pelo menos oito crianças morreram vítimas do microorganismo. Não é só. “Por dia, estamos atendendo cerca de 30 crianças contaminadas”, informou José Flávio Araújo Bonfim, assessor da Secretaria Municipal de Saúde da cidade.

 

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