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Perigos
da obesidade
O jornal
The New York Times, na sua edição de 12 de outubro,
usou uma página inteira para falar de obesidade. Sob o título
Trocando o risco da obesidade pelo risco da cirurgia,
a reportagem abordou um problema que atinge de 3% a 5% dos americanos:
a obesidade mórbida. Bem mais preocupante que a simples obesidade,
ela é definida por um número, o Índice de Massa
Corporal (IMC). O IMC é resultado de uma fórmula,
na qual o peso do indivíduo é dividido pelo quadrado
de sua altura. Se o índice ficar acima de 35 ou 40 está
caracterizada a doença.
Uma
das soluções oferecidas pela Medicina é a cirurgia
para diminuir o tamanho do estômago que, como toda intervenção
cirúrgica, traz os riscos dela própria e das eventuais
infecções. O jornal americano levantou a polêmica
sobre a validade de se enfrentar esses perigos.
No
Brasil, onde a doença atinge bem menos indivíduos
cerca de um milhão contra os quase 14 milhões
de lá , o método é bastante usado. Perto
de mil cirurgias do gênero são feitas por aqui e os
índices de complicações pós-operatórias
variam entre 2% e 4% dos casos. A taxa de mortalidade está
entre 0,6% e 1%.
No
dia 16 de outubro, quatro dias depois da publicação
do The New York Times, morreu Paulo Tarso Flecha de Lima Júnior,
filho do embaixador do Brasil na Itália. Ele foi submetido
a uma operação de redução do estômago,
no dia 13 de junho, no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. Leia
à pág. 116 a reportagem de Juliane Zaché, Lena
Castellón e Lia Bock.
Hélio
Campos Mello, Diretor de Redação
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