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Teatro
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O
marinheiro (Teatro Ruth Escobar, São Paulo) Em
1915, ao publicar O marinheiro, na revista Orpheu, Fernando Pessoa
apresentou-se à vanguarda portuguesa da época como
um dramaturgo intenso, lapidar. Quase um século depois, no
palco da acanhada e calorenta sala Miriam Muniz, três
promissoras atrizes encaram o desafio de encenar o difícil
texto de Pessoa, sob a direção do ator Wolney de Assis.
Tanto para as atrizes como para a platéia, trata-se de um
desafio extenuante. Em O marinheiro, Pessoa mantém intacto
seu desencanto existencial. Complexo em suas entranhas psicológicas,
a obra exige grande concentração do espectador para
penetrar num universo onírico, em que nada é exatamente
o que parece ser, e a vida possui quase nenhum sentido. Mas o esforço
é recompensador.
Vale a pena
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Show
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| Divulgação |
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| Sonic
Youth: destaque em um festival diversificado |
Free
Jazz Festival (Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, de 19 a
21; Jockey Club, São Paulo, de 20 a 22) Cultuado desde
que surgiu em 1989, o quarteto americano Sonic Youth é a atração
mais aguardada nesta 15ª edição do festival, cujo
forte é a diversidade. Há shows para todos os gostos
e de todas as procedências. Do pop do francês de origem
basca Manu Chao à música eletrônica com influência
indiana de Talvin Singh e o techno cool do sueco Jay Jay Johanson.
Herdeiros ilustres, como Moreno, filho de Caetano Veloso, Ravi, do
saxofonista John Coltrane, Femi, do nigeriano Fela Kuti, e Sean, do
ex-beatle John Lennon, se apresentarão ao lado de Max Roach
e Ray Brown, jazz men há décadas entre os melhores do
mundo.
Não perca
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Discos
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Selmasongs
com Björk (Universal) Há três anos
sem lançar um disco novo, a cantora islandesa ressurge com
a trilha sonora do filme de Lars Von Trier, Dancer in the dark,
ainda sem título no Brasil em que atua no papel de
Selma, o que acabou lhe valendo o prêmio de melhor atriz no
Festival de Cannes este ano. O disco traz sete músicas compostas
por Björk com letras do diretor, e as participações
vocais de Catherine Deneuve, que contracena com ela, e de Thom Yorke,
líder do grupo inglês Radiohead. O filme, descrito
como um Noviça rebelde deprê, exigiu músicas
com arranjos de cordas, misturando vanguardismo eletrônico
e canções da Hollywood dos anos 40, embalados pela
voz fantasmagórica de Björk. Destaque para 107 steps,
Scatterheart e Overture esta instrumental.
Ouça sem parar
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Fotografia
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| Walter
Firmo |
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| Firmo:
do olhar do menino ao do homem de 63 anos |
Inéditos
(Galeria Câmara Clara, Rio de Janeiro) – Foram dias enlouquecidos
de trabalho, garimpando rolos de negativos esquecidos e caixas com
milhares de fotos já amareladas. Depois de três meses, finalmente
o premiado fotógrafo carioca Walter Firmo selecionou as 21 fotos
de sua nova exposição. Todas elas, por um motivo ou outro, nunca
foram publicadas em nenhum dos diversos órgãos da imprensa – entre
eles ISTOÉ – por onde Firmo passou nos seus pouco mais de 40 anos
de fotojornalismo. Agora, ele tenta se reconciliar com elas. A mais
antiga é a do colégio Atheneu Brasileiro, onde cursou o ginásio,
tirada com a primeira câmara, uma Rolleiflex, presente do pai, em
1955. A mais recente é um flagrante feito no metrô de São Paulo,
já em 2000. Entre as duas, está clara a passagem do olhar do menino
para o do homem de 63 anos. É difícil eleger a foto mais bonita
da mostra. Mas a mais polêmica traz o jogador de futebol Garrincha
nu no vestiário do Maracanã.
Não perca
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