Governo
Pizza
no forno
PMDB
troca operação abafa aos negócios de EJ por Jader
presidente do Senado
Andrei
Meireles e Isabela Abdala
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Leopoldo
Silva
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Governistas e assessora atuaram pesado, mas não impediram
tropeço de Martus ao falar do ex-juiz Lalau |
Durou
pouco a encenação na subcomissão do Senado
de que se iria fundo na investigação das denúncias
contra o ex-secretário-geral da Presidência da República
Eduardo Jorge Caldas Pereira. Na manhã da quarta-feira 30,
os senadores governistas escancararam o jogo e resolveram não
apurar os esquemas de EJ que envolvem maior soma de recursos
informática, seguradoras e fundos de pensão. Com a
desculpa de que deveriam concentrar-se apenas na maracutaia do fórum
trabalhista de São Paulo, remeteram os requerimentos de convocação
do presidente afastado do Serpro, Sérgio de Otero Ribeiro,
de Jair Bilachi, ex-presidente do fundo de pensão dos funcionários
do Banco do Brasil, e de sócios, parceiros e irmãos
de Eduardo Jorge para a Comissão de Fiscalização
e Controle do Senado. Trata-se de uma comissão nada atuante.
Reuniu-se uma única vez este ano e é presidida pelo
senador Romero Jucá (PSDB-RR), que recebeu pelo menos 35
telefonemas do empreiteiro da construtora Incal, Fábio Monteiro
de Barros. Essa operação abafa deu certo
porque o PMDB trocou a pose de independência na subcomissão
por um acordo com o Palácio do Planalto a fim de pavimentar
o caminho do senador Jader Barbalho (PA) rumo à presidência
do Senado. Do partido, só o senador Pedro Simon (PMDB-RS)
não seguiu o script palaciano e votou a favor de uma investigação
de verdade sobre as múltiplas atividades de Eduardo Jorge.
Único titular da oposição, o senador Jefferson
Peres (PDT-AM) ficou revoltado com a manobra governista: A
subcomissão está moribunda, sentenciou. Tudo
isso só reforça a necessidade de se criar uma CPI,
endossa a senadora Heloísa Helena (PT-AL).
Enquanto a oposição chia, o governo cuida dos menores
detalhes para evitar surpresas desagradáveis na subcomissão.
Na terça-feira 29, durante as sete horas de explicações
à subcomissão do ministro do Planejamento, Martus
Tavares, os senadores governistas receberam instruções
a cada momento em que o depoente foi acuado. De público,
quem apareceu comandando a operação foi o líder
do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF). Nos
bastidores, porém, quem deu as cartas foi a chefe de gabinete
de Martus, Selma Pantel. Ela não se limitou a tentar livrar
o chefe de embaraços. Na manhã seguinte, quando foram
ouvidos parlamentares envolvidos na aprovação pela
Comissão de Orçamento de verbas para o fórum
paulista, Selma também despachou perguntas a Arruda, que
as repassou aos colegas governistas. Mesmo tendo a tropa de choque
montado um verdadeiro cordão de isolamento para proteger
o ministro, Martus acabou deixando furos. Foi ambíguo, por
exemplo, quando questionado sobre um encontro com o juiz foragido
Nicolau dos Santos Neto, para tratar de recursos para a obra do
TRT paulista.
próxima
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